Um dos pilares do Design Thinking é a ideação. Para colocá-la em prática, você precisará reunir mentes de diferentes áreas de sua organização e uma boa combinação de facilitadores.

Contudo, é preciso lembrar que a ideação não é o passo inicial para alcançar a inovação. Ela consiste na quarta etapa de uma metodologia utilizada pelo Design Thinking conhecida como duplo diamante.

Seguindo esse fluxo, é possível transformar as ideias em soluções. Que tal se aprofundar no tema e conhecer as regras de ouro da ideação? Não deixe de conferir!

O que é ideação?

Antes de mais nada: você sabe o que é, de fato, a ideação? O Board of Innovation apresenta uma boa definição do termo:

O momento de ideação, em poucas palavras, é o processo de formação de ideias e conceitos para resolver problemas específicos.

Nos ambientes corporativos, esses problemas geralmente são aqueles que os colaboradores e clientes estão enfrentando no momento. Porém, também podem ser dificuldades relacionadas à estrutura e processos da organização.

Em horas como essas, torna-se ainda mais evidente a necessidade de adotar um método de trabalho, como o Design Thinking. Afinal, o insight não pode ser algo eventual ou depender da sorte, pois resolver problemas é uma preocupação diária nas empresas, não é mesmo?

A ideação acontece após explorarmos a situação e as complicações a fundo, passando pelo:

  • entendimento — captura dos dados e informações existentes sobre o problema;
  • observação — contato com o contexto e destinatários do produto ou solução, as dores existentes;
  • compartilhamento de pontos de vista — compartilhamento das diferenças perspectivas dos participantes.

No mais, após a ideação há as fases de prototipagem, teste e iteração. Nessas etapas, uma ou algumas das ideias obtidas serão desenvolvidas de maneira simplificada, mas que possibilite que o conceito seja colocado à prova. Depois, o conteúdo deve ser filtrado até chegar na proposta da equipe para resolver o problema.

 

Quais são as 4 regras de ouro da ideação?

O Board of Innovation também nos ajuda a entender como tornar o processo de ideação mais produtivo e promover maior engajamento. As 4 regras de ouro vão fazer a diferença na sua rotina. Acompanhe!

1. Não existem más ideias

A chave para uma boa sessão de ideação é que todos os presentes se sintam confortáveis para contribuir com ideias. Como fazer isso? Pedindo a todos que não façam julgamentos enquanto os outros expõem suas ideias: nenhum comentário negativo, nenhum “sim, mas..”, nenhuma careta. Se alguém hesitar em anotar uma ideia, diga “nesta fase não existem más ideias”.

Considere cada ideia como uma parte de um quebra-cabeça: mesmo se parecer insignificante de primeira, pode se tornar uma grande peça no final.

2. Capture tudo

No calor da ação, insights brilhantes podem se perder. Existe uma ótima maneira de resolver este problema: registrar as ideias em um post-it.

Muitas sessões de ideação acontecem durante reuniões de rotina das equipes, sem os participantes estarem conscientes de que estão “ideando”. Nesses contextos, muitas ideias são apenas ditas e não anotadas.

A recomendação é fazer os registros para que as ideias sejam resgatadas nos encontros seguintes.

Ah! O Board of Innovation traz algumas dicas extras:

  • coloque uma ideia por post-it. Não tente enquadrar um modelo de negócio inteiro em um papel de 7×7 cm;
  • use canetas hidrográficas, as famosas canetinhas. Além de deixar mais visual, isso ajudará a encontrar a maneira mais concisa de descrever sua ideia;
  • seja visual! Se possível, em vez de usar linguagem verbal, desenhe um esboço da sua ideia.

Em situações remotas, como no modelo de trabalho na Echos, utilizamos as mesmas dicas adaptadas para ambientes digitais, ou seja, utilizamos ferramentas colaborativas como o Miro, Mural, Jamboard Google, FigJam ou outros que possibilitam sessões de cocriação com uma infinidade de recursos para facilitar a documentação e ideações de forma visual.

3. Faça um brainstorming híbrido

Brainstorming em grupo é sempre superior ao brainstorming individual, certo? Bem, nem tanto. Pesquisas mostram que combinar exercícios de brainstorming individuais e coletivos ajuda a estimular mais e melhores ideias.

Uma boa solução, então, é realizar o “brainstorming híbrido”: primeiro individualmente e, depois, em grupo. Começar com uma ideação coletiva logo de cara faz com que as vozes mais altas determinem a direção das ideias, sobrepondo-se às percepções de quem é mais tímido ou introvertido.

Reserve um momento para que todos definam suas próprias ideias individualmente e, posteriormente, realize a sessão de grupo. É preciso disponibilizar tempo suficiente para discutir e construir sobre as ideias uns dos outros.

4. Quantidade maior que qualidade

O velho ditado “qualidade é melhor que quantidade” não funciona para o exercício de ideação. Não há nada mais efetivo para cortar o fluxo criativo do que pensar sobre a qualidade ou viabilidade da ideia.

A seleção é importante, mas não deve ser feita durante exercícios criativos. Gere quantas ideias puder e se preocupe com a qualidade depois.

Na Echos utilizamos cartazes que resumem essas dicas em 7 regras essenciais para o um bom Brainstorming, documento da IDEO traduzido e editado graficamente pela nossa equipe.

O que fazer após o compartilhamento de ideias?

Entendidas as regras da ideação no Design Thinking, trouxemos algumas dicas para dar sequência à metodologia.

Documente o resultado da ideação

Antes de iniciar a filtragem das ideias obtidas com a ideação, vale a pena pensar na gestão do conhecimento que foi produzido ao longo do processo. Uma ideia que não se mostre válida em certa situação pode ser útil em outra. Logo, é recomendado que documente esse histórico em arquivos organizados e acessíveis para reuniões futuras.

Escolha o estilo de liderança mais adequado

Também é importante que o gestor da equipe entenda o conceito de liderança situacional, escolhendo o melhor caminho para selecionar a proposta da equipe em meio as ideias colocadas.

Faça uma triagem das ideais

Conforme o método escolhido, as ideias vão passar por um filtro. Nesse momento, retire aquelas que são inviáveis, que o efeito não resolve nem mitiga o problema ou que os custos são maiores que os ganhos, por exemplo.

Ranqueie as propostas

As propostas restantes devem ser ranqueadas conforme as chances e eficiência para resolver o problema. Novamente, é um processo colaborativo, em que vamos escutar a todos, tomando a decisão mais acertada.

Faça o protótipo

As ideias que chegaram ao fundo desse funil avançam para fase seguinte. O protótipo é um modelo que pode acontecer de diferentes maneiras:

  • versão simplificada do produto;
  • blueprint de serviço;
  • mockup ou o sketch;
  • maquete do projeto.

Em muitos casos, vale a pena levar a ideia para rua, testando o protótipo junto aos potenciais destinatários da solução. No entanto, o formato varia bastante, pois depende do tipo de problema, área e solução com que se está lidando.

Viu só? A ideação é uma das etapas mais importantes do Design Thinking. Seguindo o processo de forma adequada, temos insumo para desenvolver soluções acertadas, fazendo com que a resolução de problemas se torne estratégica.

Para conhecer o processo como um todo, confira o guia “Design Thinking: Conheça a metodologia inovadora e saiba como aplicá-la” e complemente a sua leitura!

Cleber Sant'Anna

Recentemente, Cleber Sant’Anna, designer de serviço e branding, integrou nosso time. Com experiência na implementação de projetos para marcas e institutos como Johnson & Johnson, Itaú, Novartis, Samsung, Telefônica, Chandon, Grendene. Com foco na experiência do usuário, desenvolveu ao longo da sua jornada profissional projetos de branding, design de serviço e serviços públicos.

Além do background em liderança de equipes, implementação de projetos sistêmicos, entregáveis de serviço com pontos de contato físicos e interfaces digitais. Cleber, é facilitador de processos colaborativos e multidisciplinares como sprints e workshops estratégicos.

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