Entender o que é insight é indispensável para conseguir inovar. Matéria-prima de boas soluções, os insights podem ser notados por aquele sentimento positivo de clareza, no qual algo se torna muito evidente e, dessa forma, uma fonte de gatilhos que norteiam a construção de ideias e soluções viáveis para as partes envolvidas.

E eles ocorrem por fontes diversas. Quem nunca foi tomado por aquela sensação de surpresa em um momento completamente aleatório? Mas além desses casos, podemos usar abordagens orientadas pelo design que visam favorecer o surgimento de conexões entre possibilidades e oportunidades, o que é cada vez mais usado por organizações que buscam potencializar suas propostas de valor.

Assim, a geração de insights não é casual. Dada sua característica de trazer ao ambiente de projeto novas possibilidades criativas, eles beneficiam a concepção de soluções para problemas de processos, produtos, relacionamento com cliente, cultura organizacional ou de outras dimensões em qualquer tipo de negócio e segmento de mercado.

Por isso, no post de hoje, vamos explicar como o insight pode transformar o processo criativo em contextos multidisciplinares. Acompanhe!

O que é insight no Design Thinking?

A abordagem Design Thinking tem como resultado esperado a geração de insights. As primeiras e as últimas etapas de Design Thinking são dedicadas a proporcionar um volume de informação suficiente para que seja possível criá-los, sem apego à viabilidade técnica ou financeira.

Para se ter dimensão do quanto os insights são cruciais, das sete etapas pelas quais a abordagem é formada, seis delas têm como critério de continuidade do processo de design a geração de insights. São elas:

  1. entendimento;
  2. observação;
  3. ponto de vista;
  4. ideação;
  5. prototipação;
  6. teste;
  7. iteração.

Essa presença transversal dos insights como resultado ao longo de todo o processo se dá porque, no início, o objetivo é identificar qual a melhor solução para o problema em questão (beneficiando-se da troca de perspectivas, de ações em campo e da empatia com o contexto a ser atendido); enquanto no final a necessidade é de otimizar a ideia, validando-a ao identificar suas falhas e oportunidades (partindo da interação com o público-potencial).

A única parte da abordagem que não está destacada é a prototipação, momento no qual é realizada a materialização da ideia desenvolvida pela equipe.

Se tiver dúvidas sobre essas etapas, confira nosso guia completo sobre Design Thinking!

Qual é a diferença entre insight e ideia?

Para entender o que é insight, é importante não distingui-lo da definição de ideia. Um insight não é uma ideia por si só, mas uma ideia é cheia de insights. Como mencionado no início do texto, os insights servem como gatilhos, como guias para o desenvolvimento de ideias.

Para tornar mais claro, vale ressaltar que uma ideia precisa conter mais detalhes do que um insight. Ou seja, na ideia as características do produto ou serviço estão mais claras, enquanto no insight o que se destaca é o efeito inicial provocado em que o concebe e a quem a solução é intencionada.

Por exemplo, imagine uma empresa alimentícia que deseja criar produtos para mulheres apaixonadas por esportes. Um insight poderia detectar a preferência delas por produtos gelados após a prática da modalidade favorita; por sua vez, a ideia traria a embalagem, ingredientes ou canais de venda para que o produto mantenha seu frescor e seja consumido facilmente nesse contexto.

Assim, o impacto do insight é maior à medida que os significados carregados por ele são comuns a todas as partes envolvidas dentro e fora do projeto.

Como criar mais insights?

Dada a característica de trazer novas possibilidades, os insights beneficiam a criação de soluções, seja para sanar problemas de processos, de produtos, de relacionamento com cliente, de cultura organizacional e/ou de outras dimensões empresariais existentes. Porém, não há nada de casual neles.

Depois de entender o que é insight, que tal descobrir como criar mais deles no seu dia a dia? Para gerar insights é preciso tornar o olhar mais atento e aumentar a capacidade de empatia, além de toda curiosidade auxiliar, uma vez que cria mais perguntas e perspectivas a serem investigadas.

quatro lâmpadas apagadas e uma acessa, representando o que é insight

1. Faça uma verdadeira imersão

As três primeiras etapas do Design Thinking (entendimento, observação e ponto de vista) são agrupadas na categoria imersão em alguns modelos do processo criativo. É uma perspectiva interessante, pois pode trazer algumas medidas adicionais para favorecer o surgimento de insights.

Você pode, por exemplo, bloquear a sua agenda por algumas horas e dedicar-se integralmente ao entendimento e observação do problema. Assim, toda a energia estará dedicada ao conhecimento disponível sobre o assunto, e as chances de surgirem insights aumentam.

2. Evite a sobrecarga de ideias

Nosso cérebro funciona geralmente de 5 a 9 unidades de informação na memória consciente e a sobrecarga limitará a sua capacidade de raciocinar sobre um assunto. Por isso, é aconselhável registrar as ideias no papel, que pode ser um bloco de notas físico ou digital.

Uma técnica interessante é usar o mapa mental. Essa estratégia consiste em colocar um tópico central em uma folha e ligá-lo a tópicos laterais, formando um caminho de uma ideia até a outra.

Mesmo que você não saiba fazer um mapa com belíssimos desenhos, como os que vemos na Internet, vale a pena despejar suas ideias e conectá-las.

3. Tenha uma boa noite de sono

Um ponto relevante no processo de estudos é que, durante o sono, consolidamos as informações do dia como memórias de longo prazo. Aquilo que recebeu atenção e estudado ativamente (com anotações a mão, por exemplo) tende a ser preservado do esquecimento.

Assim, no primeiro dia você estará se esforçando para entender um assunto novo e o contexto geral no qual ele está inserido, cruzando informações de diferentes fontes. No segundo, esse conhecimento consolidado servirá de ferramenta para fazer julgamentos, ter insights e ideias.

4. Utilize a gestação inconsciente

Nem sempre o processamento de informações e conexões necessárias para ter insights é rápido e consciente. Na escola, uma experiência compartilhada por muitos de nós é entregar uma questão sem saber a resposta e, no caminho para casa, a solução surge em mente.

Os períodos de incubação ou gestação inconsciente são uma técnica simples: estudar profundamente o assunto e deixá-lo por algumas horas, permitindo que o subconsciente mature uma resolução.

5. Busque conteúdos diversificados

Outra forma de ter insights mais frequentes é buscar fontes diferentes das habituais. Assim, por analogia, podemos encontrar formas de aplicação do conhecimento em nossos desafios.

Um bom começo é criar o hábito da leitura por lazer. As boas histórias, por exemplo, estão repletas de experiências humanas, as quais você pode vivenciar junto a personagens. Além deles, livros de Filosofia e Psicologia voltados para o público geral são bons companheiros para ampliar a sua percepção sobre o mundo e gerar insights.

Hoje também não podemos esquecer dos conteúdos multimídia. Podcasts de entrevistas com pessoas de referência em sua área ou especialistas de outras disciplinas, ted talks, pitchs do Shark Tank etc., há inúmeras fontes de inspiração.

6. Explore técnicas

Lembre-se que essas dicas podem ser incorporadas às etapas do Design Thinking, bem como combinadas com outras técnicas e ferramentas, como brainstormings, mapa de empatia e blueprint de serviço. Afinal, a lógica do processo criativo é justamente fomentar o nascimento de insights e ideias.

Quando se tem um contexto ou problema já definido, o processo se torna mais assertivo, pois a energia estará focada. Assim, é importante criar conexão com a dor a ser sanada, entender as motivações por trás de tais circunstâncias e ações.

E, nesse processo, se você obtiver uma nova perspectiva e, a partir dela, tiver uma reação emocional, ficar mais curioso, conseguir entendê-la sob a interpretação do público-alvo e gerar várias ideias: aí está o seu insight!

Como inovar a partir de insights?

O insight tem impacto significativo no processo de inovação, pois, como já visto, o principal valor dos insights está em mover o pensamento para novas perspectivas. Afinal, enxergar algo que antes não havia sido notado é um benefício que encoraja e provoca a capacidade criativa, especialmente em contextos colaborativos.

A energia contida nas descobertas é capaz de oportunizar a construção de gatilhos para transformar hábitos e desejos de consumo. Porém, é preciso garantir tempo e espaço para seu refinamento contínuo: assim como um insight por si só não é uma ideia, uma nova ideia sem resultado não pode ser considerada inovadora.

E devido à competitividade de mercado estar mais acirrada e acelerada, abordagens como o Design Thinking ganham tração, otimizando o desenvolvimento de soluções ao organizar etapas, focar nas pessoas e incentivar a diversidade da equipe envolvida.

Com essas condições, é possível tornar a inovação um objetivo alcançável e recorrente, desmistificando o papel do acaso ou do esforço individual heroico como gatilho para a inovação.

Viu só? Não é tão difícil entender o que é insight e ter alguns deles. Durante a busca por novas percepções, a observação do contexto, o aprofundamento de dados e informações, assim como a própria bagagem são recursos sempre necessários para melhorar não só a quantidade como também a qualidade dos insights. Por isso mesmo, vale a pena ter um método bem estruturado para superar os desafios do processo criativo e alcançar o resultado desejado sem depender do acaso.

Agora que você já sabe o que é insight, que tal continuar aprendendo ainda mais? Baixe o nosso e-book Design Thinking na Prática para criar soluções inovadoras a partir da abordagem que favorece os insights e organiza o processo criativo.

Igor Casenote

Igor é Ph.D. em Design, com uma pesquisa profunda sobre treinamento e desenvolvimento de habilidades de inovação orientadas para o design. Graduou-se em Design Visual com ênfase em Marketing e possui Mestrado em Design Estratégico. Sua experiência profissional converge design de produto digital, design gráfico, design de serviços, ilustração e comunicação para clientes como Coca-Cola, Gerdau, TIM, Randon, John Deere, entre outros. Com uma década como professor de ensino médio, Igor é um entusiasta do futuro do desenvolvimento profissional, mergulhando mais fundo neste assunto por meio de um projeto paralelo chamado Innducate. Hoje ele responde como Diretor de Design do Echos Innovation Lab, liderando a inovação voltada para o design com clientes como Google, Natura, Globo, Ajinomoto e Whirlpool.

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