O valor da maturidade do design no mercado é influenciado pelas necessidades que surgem e que estão em constante evolução. Há dois anos, por exemplo, o que debatíamos não era o valor do design, mas onde mais a prática poderia ser aplicada dentro de uma organização.

Agora, chegando ao final de 2022, estamos entrando em uma nova fase das discussões sobre o valor do design. À medida que os mercados sentem a pressão da inflação, das mudanças nas necessidades dos clientes e das forças políticas no mundo todo, as empresas estão tendo que responder rapidamente. Sendo assim, elas precisam ser eficazes e eficientes para garantir que estão utilizando seu tempo e recursos para maximizar os lucros.

E, mais uma vez, o design faz parte dessa conversa. Após um crescimento e expansão explosivos, a indústria está passando por uma contração. Dessa forma, as organizações passaram a entender a importância de métricas e mensuração. Agora, as dúvidas são: como medimos o valor do design? Ele deve ser avaliado com métricas de negócios tradicionais, como vendas, lucro líquido e lucro bruto? Por enquanto, o que sabemos é que o design é fundamental para as empresas. No entanto, as métricas pelas quais é mensurado estão sendo reavaliadas.

Compreender a maturidade do design é fundamental

Em um ambiente em que as empresas devem equilibrar seu crescimento financeiro com questões sociais prementes, como diversidade e inclusão, pode-se argumentar que o valor que o design gera não é contemplado pelas métricas financeiras tradicionais.

Nesse sentido, compreender a maturidade no design é essencial. Por exemplo: antes de uma organização entender o que o design de valor traz para seus resultados, ela deve avaliar onde e como o design é aplicado dentro da organização.

A maturidade no design é o nível em que o design opera dentro de um negócio. A Invisionapp produziu um relatório sobre esse tema, o New Design Frontier, em 2019. A empresa realizou pesquisas com 2,2 mil organizações em 23 setores e 77 países diferentes. Dessa maneira,  descobriram que empresas com alto grau de liderança e maturidade em design faturam, em média, quatro vezes mais, desenvolvem produtos cinco vezes mais baratos para lançar e que chegam ao mercado cerca de seis vezes mais rápido. A valoração de empresas com alta maturidade em design é 26 vezes maior do que a de empresas com baixa maturidade em design.

O valor da equipe de Design

O valor que uma equipe de design traz para uma organização, especialmente nos tempos turbulentos de hoje, foi bastante estabelecido pelas mudanças no mundo nos últimos três anos. Sendo assim, o desafio agora é garantir que as organizações entendam como o design agrega valor para elas e em que nível de maturidade estão operando dentro do negócio.

E embora esta seja uma pergunta para as organizações, a resposta está dentro dos indivíduos. Para gerar impacto, cada designer deve saber onde está na escala de maturidade no design dentro de projetos e métodos de trabalho na organização.

Cada indivíduo deve entender dois pilares fundamentais de sua relação com a maturidade no design:

  • Cultura – diversidade e inclusão, foco no cliente e formas colaborativas de trabalhar
  • Execução – incorporação de metodologias de design em práticas de negócios

Na Echos, entendemos que design é liderança. Cada designer deve ser responsável por sua capacidade de criar ondas positivas de mudança e transformação no mundo por meio do trabalho que faz.

Parte da responsabilidade da liderança é aderir aos princípios de melhoria contínua. Além disso, deve definir também metas pessoais e de carreira em torno de onde está agora e onde gostaria de estar. Por isso, podemos avaliar honestamente onde estamos e definir um curso claro para aprender novas competências que beneficiarão a nós mesmos, nosso trabalho e nossas comunidades.

Cultura de design

É fundamental entender como os designers trabalham com os valores do design, empatia, colaboração e experimentação em seus projetos. Para crescer como líder, é importante entender e abraçar todo o potencial dos aspectos culturais do design.

Existem três níveis de cultura de design – interpessoal, social e organizacional:

  • Interpessoal – entender quem incluir nos projetos, como membros da comunidade, clientes, usuários e colegas de trabalho.
  • Social – pesquisar tendências atuais e coletar dados para entender o cenário do problema.
  • Organizacional – usar práticas inclusivas para produzir um trabalho interdisciplinar que reflita as contribuições e insights em todo o negócio.

No contexto de um projeto, é essencial considerar os seguintes aspectos ao aplicar o design:

  • Buscar o envolvimento direto do público-alvo/cliente/usuário no desenvolvimento de novas soluções e melhoria de produtos e serviços existentes.
  • Envolver stakeholders e/ou colaboradores de diferentes áreas e cargos, de dentro e de fora da organização, no desenvolvimento de novas soluções.
  • Pesquisar o comportamento dos usuários atuais e potenciais para tomar decisões sobre novos projetos, produtos e serviços.
  • Aceitar contratempos como parte do processo de inovação.

Esses são apenas alguns aspectos a serem considerados ao aplicar a cultura ao design. Em nosso trabalho para acelerar a maturidade no design e a liderança dentro das organizações, identificamos várias maneiras pelas quais profissionais maduros abordam a cultura. Além da cultura, a forma como o design é executado dentro de projetos e organizações também deve ser considerada.

Execução do projeto

Um líder de design maduro deve entender como seu trabalho afeta seus clientes, parceiros e negócios. É sua responsabilidade garantir que um projeto seja concluído com rigor. Além disso, é preciso definir metas claras e usar métricas de negócios para determinar o impacto e o valor do projeto. Isso vai além do gerenciamento tradicional de projetos.

Profissionais de design maduros utilizam inovação, integração e validação por meio de:

  • Uso do feedback do cliente para melhorar o negócio, produto ou serviços.
  • Compartilhamento de insights, resultados de pesquisas e feedback de usuários com os atores estratégicos da empresa ou dos projetos em que trabalham.
  • Uso do design thinking e outras abordagens orientadas à inovação (como lean, design sprint, agile etc.) nas atividades de negócios do dia a dia.
  • Integração de pessoas de todas as esferas para serem incluídas nas fases de criação e teste de um projeto.

Tal como acontece com os aspectos culturais, a execução do design é fundamental para a crescente maturidade dentro da prática de design. Assim como com a cultura, a execução deve ser desenvolvida dentro das organizações em todos os níveis. É assim que o desenvolvimento de carreira e a maturidade no design andam de mãos dadas. À medida que os designers se tornam mais maduros e aplicam seus aprendizados, suas carreiras, equipes e organizações colhem os frutos.

Desenvolvimento de carreira e maturidade no design

Definir metas profissionais claras para evoluir para o próximo nível é essencial. Por isso, os líderes de design devem alavancar a relação entre o valor que o design oferece às nossas carreiras e o crescimento de nossa organização em cada projeto que realizam.

Também é vital levar o design a novos níveis dentro das organizações. Isso não é fácil de conseguir sem assistência independente. É por isso que criamos uma autoavaliação da maturidade no design. Essa avaliação estabelece onde cada designer está em sua jornada de crescimento à medida que trabalha para alcançar novas metas de liderança. Para entender mais claramente onde você se encontra na escala de maturidade em design, faça nossa autoavaliação.

Em um mundo em constante mudança, os líderes também devem mudar. Estamos ansiosos para compartilhar mais insights assim que estiverem disponíveis em nossa Autoavaliação da maturidade em design.

 

Megan Davis

Originalmente do Michigan, vive atualmente em Melborne, Megan se considera uma cidadã do mundo. Ela vem descobrindo histórias desde 2012, se especializando em estratégia de narrativas e storytelling para negócios que ousam criar novas realidades e futuros.
Ela viajou o mundo conduzindo oficinas em Nova York, Londres e Berlim, e mais recentemente em Lisboa na House of Beautiful Business em 2019 para ensinar pessoas como conectar com storytelling para entregar estratégias e resultados de negócio.
Colocando a empatia em primeiro lugar no negócios e na vida, ela ama compartilhar seu conhecimento ao falar, treinar e oferecer consultoria em projetos que estão mudando o mundo.

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