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Você já sabe que precisa começar a inovar. Mas sempre fica aquela pulga atrás da orelha: por onde começar? Quais habilidades preciso desenvolver? Quais ferramentas devo conhecer? A pressão por encontrar soluções inovadoras para os grandes desafios dentro das organizações é frequente e muitas vezes não sabemos por onde começar. É por isso que desenvolvemos essa lista, para te ajudar a criar a sua trilha de aprendizado – a que mais se adequa a sua realidade.

1. Abandone velhos conceitos

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, empresas passaram a prosperar se valendo da produção em escala, do controle rígido de processos e da geração de eficiência. Fazer mais com o menor custo. Sob a lógica industrial, as estruturas organizacionais e práticas de gestão foram construídas nas últimas décadas com base em números, controle e metas rigorosas. Assim, o pensamento cartesiano conduziu a gestão e o crescimento das empresas e dos negócios durante o último centenário, compatível com a necessidade de se administrar uma estrutura rígida. Em suma, o que fizemos nas últimas décadas foi projetar empresas para serem excelentes em reproduzir as mesmas coisas.

No entanto, o século 21 é marcado por mudanças de contexto e de estrutura profundas que estão provocando o surgimento de novos paradigmas. O modelo de pensar linear, cartesiano, não sistêmico nos impede de pensar diferente. Como consequência, a forma de pensar que nos conduziu até agora, irá nos impedir de inovar e encontrar soluções para os problemas que estão surgindo.

Portanto, para aprender a inovar é preciso estar aberto para desconstruir o modelo mental que fomos educados e assim desenvolver novas habilidades para de fato navegar na complexidade desse novo mundo.

2. Começe pelo começo: aprenda Design Thinking

Acreditamos que para dar o primeiro passo nessa desconstrução, é fundamental compreender o pensamento do design. Isso porque o pensamento do design não apenas nos leva a aprender novas habilidades como também – e principalmente – a adquirir um novo modo de pensar, que seja mais colaborativo, empático e experimental.

É por isso que sempre indicamos para começar realizando um curso de Design Thinking. O Design Thinking é uma abordagem que permite revolucionar a maneira de encontrar soluções inovadoras para os problemas e desafios das organizações, empresas, governo e sociedade, focadas nas necessidades reais do mercado e sobretudo das pessoas. Essa base de conhecimento e de prática em Design Thinking permitirá que você consiga resolver qualquer tipo de problema considerado complexo sob um novo olhar. Quer entender mais sobre essa abordagem? Leia esse post: Design Thinking: o que é, de onde veio, o que come?

3. Que tipo de problema você quer resolver?

Após esse mergulho no Design Thinking, você terá a disposição um conjunto de ferramentas e uma nova forma de abordar e de resolver problemas, sempre com foco nas pessoas. Ser um design thinker nada mais é do que ser um grande “resolvedor” de problemas. Inclusive, você pode ser um especialista nisso.

Porém, caso queira resolver algum problema específico – um problema social, de negócio ou de serviço por exemplo, você pode aprofundar seus conhecimentos e se especializar em alguma disciplina relacionada ao pensamento do design.

Por exemplo, caso queira conduzir pessoas e grupos para que elas, a partir da abordagem do design thinking, consigam criar soluções inovadoras, o próximo passo seria se tornar um facilitador em design thinking. Ao aprender facilitar você será capaz de mediar grupos na construção de soluções criativas em processos de inovação, facilitando processos de decisão em grupo e proporcionar um ambiente de participação dinâmico e inclusivo.

Agora se o seu interesse é empreender ou intra empreender, criando modelos de negócios inovadores, o melhor caminho é o Business Design em que você aprende como construir novos negócios ou reinventar os já existentes. No Business Design, parte-se do pressuposto que todas as partes de um negócio são hipóteses que podem ser prototipadas e assim melhoradas a partir de testes. Desta forma a abordagem permite, de forma iterativa, o desenvolvimento dos negócios desde o conceito inicial até o lançamento do negócio.

Por outro lado, se o seu interesse é se aprofundar em inovação para serviços, a disciplina para você aprender é Design de Serviços – uma abordagem que nos ajuda a pensar e repensar serviços de forma humana, lúdica e ao mesmo tempo pragmática para desenvolver serviços relevantes e desejáveis. Com essa disciplina e a partir das necessidades humanas, é possível não apenas repensar ou reinventar um serviço, mas também ser capaz de modificar as interações humanas.

Por fim, se o seu interesse é se aprofundar em criar soluções inovadoras e efetivas para os desafios da sociedade então a disciplina ideal para você é a Inovação Social – uma abordagem em que é possível desenvolver negócios, projetos e políticas feitos por pessoas e para as pessoas, criando soluções que respondem às necessidades sociais. Assim, torna-se possível criar novos comportamentos e sistemas em que todos ganham na cadeia de produção.

4. Pratique, pratique, pratique!

De nada adianta desenvolver novas habilidades, aprender novas ferramentas se você não colocar em prática os aprendizados. Quanto mais vezes você aplicar as abordagens para desenvolver soluções inovadoras, mais você vai adquirindo experiência e segurança para criar melhores soluções e para problemas cada vez mais complexos.Então pratique em seus projetos, no trabalho e até mesmo em sua vida pessoal sem medo de errar! Até porque, não se esqueça: o erro é apenas mais uma oportunidade pro acerto!

Quer começar sua jornada? Conheça nossos cursos ou baixe gratuitamente os capítulos disponíveis da nossa série  “O poder do design” e aprofunde seus conhecimentos em Design Thinking.


Ricardo Ruffo

Ricardo Ruffo is a born entrepreneur, educator, speaker and explorer. As a writer by passion Ricardo daydreams on how the world is changing fast and how it could be.

Ruffo is the founder and global CEO of Echos, an independent innovation lab driven by design and its business units: School of Design Thinking, helping to shape the next generation of innovators in 3 countries, Echos – Innovation Projects and Echos – Ventures. As an entrepreneur, he has impacted more than 35.000 students worldwide and led innovation projects for Google, Abbott, Faber-Castell and many more.

Specialist in innovation and design thinking, with extensions in renowned schools like MIT and Berkeley in the United States. Also expert in Social Innovation at the School of Visual Arts and Design Thinking at HPI – dSchool, in Germany.

Naturally curious, love gets ideas flying off the paper. He always tries to see things from different angles to enact better futures. In his free time, spend exploring uninhabited places around the world surfing.

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