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A análise de redes é uma ciência recente. Muitas descobertas das últimas décadas estão mudando a forma como enxergamos as relações entre tudo que nos cerca. Entender a lógica de redes é fundamental para o pensamento ecossistêmico e para encontrar oportunidades em meio a complexidade em que vivemos. Muitas vezes queremos colocar um projeto em prática mas não sabemos por onde – ou por quem – começar.  Explorar o ecossistema pessoal, profissional e de mercado pode trazer grandes insights sobre conexões que nossa percepção não consegue destrinchar sozinha.

Esta é uma atividade prática de mapeamento do seu ecossistema. Junto à esse texto, sugerimos materiais, aulas e ferramentas complementares ao estudo de ecossistemas, análise de redes sociais e sua aplicação conceitual na prática. Esse exercício faz parte do programa do Enact – negócios do futuro e também compartilhado aqui com vocês.

Segue abaixo um pequeno resumo do que você vai encontrar:

  • Exercício prático, dividido em 3 momentos
  • Conceitos e interpretação
  • Materiais complementares e ferramentas

1) PRÁTICA

Na parte prática, você irá estruturar seu ecossistema com base em redes sociais, mapeando mapear pessoas que fazem parte de seu ecossistema.

Para construir seu ecossistema de onde estiver, há duas maneiras: manualmente ou com uma ferramenta online.

  • Manualmente, você pode usar post-its para cada elemento/ nodo (pessoa) da sua rede, colocados em uma folha grande para desenhar as ligações. Para quem prefere o computador, outra opção é o Mindomo  – para mapas mentais mais simples e estruturados. Como se trata de complexidade, nesse caso, o exercício fica limitado à ferramenta, ao espaço físico e à capacidade de cognição do cérebro humano. Em outras palavras, é um mapa mais simples, mais próximo de um modelo estruturado que um diagrama de rede. Mas não deixe de fazer por isso!
  • Para uma análise bem completa, recomendamos o Kumu  – um aplicativo interativo e com mais recursos para visualização de redes mais complexas. Ambas as ferramentas online são fáceis de usar e têm versões gratuitas para alguns mapas. Vale a pena experimentá-las.

Ambas as ferramentas são ótimas. Porém, as versões online já possuem recursos estruturados para lidar com uma quantidade maior de dados. Nos 3 momentos a seguir, pratique como quiser.

MOMENTO 1 – Desenho de Ecossistema Pessoal

Liste as pessoas do seu círculo pessoal que vêm à mente e insira cada uma no mapa pessoal.

Para esse exercício, estruture o ecossistema pessoal com base nos seguintes princípios:

  • Áreas de Interesse;
  • Grupos Sociais;
  • Hobbies e Atividades não Profissionais.

Desenhe ligações entre os elementos que possuem conexões. Observe para encontrar ligações que podem passar desapercebidas.

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(*) Adicionando nodos na rede

MOMENTO 2 –  Desenho de Ecossistema Profissional

Liste as pessoas do seu círculo profissional que vêm à mente e insira cada uma no seu mapa profissional. Se encontrar pessoas repetidas, não há problema.

Nesse segundo exercício, estruture o ecossistema profissional com base nos seguintes princípios:

  •   Carreira(até 10 anos);
  •   Setores;
  •   Funções.

Desenhe ligações entre os elementos que possuem conexões. Observe para encontrar ligações que podem passar desapercebidas.

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(*) Criando conexões

MOMENTO 3 – Desenho de Ecossistema do Projeto

Liste as pessoas relacionadas ao projeto que vêm à mente e insira cada uma no seu mapa pessoal. De novo, perceba que podem haver intersecções com outros ecossistemas.

Nesse terceiro exercício, estruture o ecossistema com base nos seguintes princípios:

  • Áreas de Atuação;
  • Usuários;
  • Parceiros.

Desenhe ligações entre os elementos que possuem conexões. Observe para encontrar ligações que podem passar desapercebidas.

2) CONCEITOS E INTERPRETAÇÃO

Análise de Redes Sociais: Estudo e compreensão de estruturas representativas de ligações abstratas e concretas entre algo(s), alguma(s) coisa(s) ou alguém(uns/umas).

Mapear redes pode ser divido em duas etapas principais: coletar dados e interpretar dados. Na primeira etapa prática do nosso exercício, “coletou-se” pessoas (os nodos da rede), que depois foram qualificadas de acordo com alguns princípios, por exemplo setores ou grupos sociais.

Agora podemos usar alguns dos principais conceitos de análise de redes para interpretar e encontrar sentido no mapa. Para quem fez o exercício manualmente, essas métricas são mais difíceis de aplicar, como já dissemos. Em vez disso, tente escolher um critério de cada vez e analisar as pessoas e conexões por meio dele. Encontre pessoas que são pontes entre dois grupos distintos. Use o mapa como um modelo visual intuitivo.
Para quem usou o computador, eis as métricas: grau, intermediação e proximidade. Os exemplos são do mapeamento do ecossistema de empreendedorismo social de Austin, retirado da ferramenta Kumu.

GRAU

Mede a atividade de um elemento, identificando nodos que são conectores e hubs. O grau é medido contando-se o número de conexões desse nodo. Atenção: isso não quer dizer que um ponto com muitas conexões é o mais influente ou conectado com a rede como um todo.

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(*) Greenlights é um programa de incubação e aceleração para startups com muitas conexões locais

Dependendo da complexidade do seu mapa, é possível perceber visualmente elementos com muitas ou poucas conexões. Nas ferramentas online, fica mais fácil manipular e descobrir nodos com maior grau.

INTERMEDIAÇÃO

Mede as principais pontes e aqueles que podem controlar o fluxo de informação (ajudando ou distorcendo).

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(*) UnLtd USA é o segundo no ranking de intermediação (o primeiro seria, de novo, o Greenlights). Trata-se de uma empresa de seed investment, para startups iniciantes e deve ser uma ponte entre outros grupos menores

A intermediação de um nodo é medida contando-se o número de vezes que ele está no caminho mais curto entre dois outros nodos. Atenção: como pontes, esses elementos também podem ser gargalos de informação ou pontos de falha entre grupos.

Que tal unir os três mapas e encontrar pessoas em comum? Talvez essas pessoas sejam as pontes/ gargalos entre suas redes.

PROXIMIDADE

Mede aqueles elementos que têm maior visibilidade sobre o que está acontecendo na rede por estar na menor distância em relação a todos os outros elementos. Aqueles com maior proximidade, têm maior independência e maior capacidade de mobilização de informações por exigirem menor intermediação.

Se você se inseriu no mapa, fica óbvio que é o elemento com maior proximidade na sua rede, já que quase todos se relacionam de alguma forma com seu nodo. Mas podem haver outros nodos com boa proximidade, indicando pessoas com boa visibilidade do seu ecossistema.

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(*) Center 61 é um coworking space popular em Austin.

Como reflexão e continuidade do exercício, devemos amadurecer nossos ecossistemas dos projetos que queremos colocar em prática e identificar, se houver, os pontos de interação entre os mapas e entre os outros participantes.

3) MATERIAIS COMPLEMENTARES E FERRAMENTAS

 A) MATERIAIS E REFERÊNCIAS

 B) FERRAMENTAS

Esse exercício foi dado no Enact – Negócios do Futuro e também compartilhado aqui com vocês.

Echos

Designing Desirable Futures.

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