Criatividade e inovação: as diferenças do ponto de vista empresarial

Criatividade e inovação são palavras que costumam caminhar juntas. Especialmente no mundo dos negócios, é possível encontrar esses dois conceitos, inclusive, misturando-se.

Porém, é importante deixar claro que criatividade e inovação não têm o mesmo significado. No que diz respeito aos conceitos, no desenvolvimento da criatividade e da inovação, principalmente sob a ótica das empresas, é importante estabelecer as diferenças entre os dois termos. Mais que isso, neste conteúdo, aprenderemos como aplicar criatividade e inovação em situações empresariais.

Criatividade e inovação são diferentes em que aspecto? Como as empresas utilizam esses dois termos? É possível inovar sendo uma pessoa pouco criativa? Descubra com a gente agora!

Criatividade x inovação: qual é a diferença?

Antes de mais nada, estabeleceremos que criatividade e inovação não são sinônimos. A principal diferença entre criatividade e inovação é o foco de cada uma delas.

A criatividade existe como uma habilidade que libera um potencial que nossa mente tem. De forma criativa, nosso cérebro consegue conceber ideias e formar pensamentos que costumam fugir de padrões. A criatividade existe dentro da nossa mente e pode ser canalizada para a ação.

Já a inovação está mais ligada à ação. Inovação é criar ou propor mudanças em sistemas considerados estáveis. Inovar significa oferecer uma nova ação, função, habilidade ou melhoria a um sistema que já conhecemos, realizando melhorias significativas nele.

A criatividade antecede à inovação. A criatividade é o momento em que reunimos as referências, idealizamos um produto e até o desenhamos. Porém, se ele não é colocado em prática, é apenas um produto criativo.

Já a inovação acontece quando a ideia é colocada em prática. Assim, ela gera valor. Aliás, costuma-se dizer que a criatividade não é mensurável, já a inovação é.

Podemos estabelecer que, conceitualmente, criatividade e inovação estão em esferas diferentes, mas são forças que coexistem e, quando se cruzam, produzem melhores resultados.

Inovar é criar uma nova invenção?

Estamos presos ainda à ideia de que para um produto ser inovador ele precisa ser uma invenção. Seguindo essa lógica, dificilmente teremos produtos inovadores. Porém, não é necessário criar algo totalmente novo para ser inovador.

Muitas das inovações que aconteceram nos últimos tempos são frutos de um melhoramento de produtos e métodos já existentes. Um exemplo são os bancos digitais. Já tínhamos os bancos físicos e também estas mesmas instituições já ofertavam alguns serviços online por meio do internet banking.

Porém, algumas startups viram que era possível transformar os bancos físicos em digitais. Assim, não é mais preciso ter agências físicas e os consumidores criam contas e realizam todas as transações por meio do aplicativo do banco que é instalado no smartphone.

Sendo assim, não foi preciso criar algo novo. Apenas foi preciso olhar de uma forma criativa para o que já existia e inovar ao criar um produto mais atualizado.

Como dito para esse processo acontecer foi utilizado a criatividade, que fez o papel de ajudar na criação da ideia do banco digital. Aliás, outro mito que se tem é que somente algumas pessoas são criativas. Porém, a criatividade é algo que pode ser desenvolvido. Pois ela surge das referências e de aprender a ter um olhar diferente sobre o que já existe.

Agora que entendemos o que é a criatividade e a inovação, como podemos aplicar elas dentro das empresas? É algo simples? Tem algum método para isso?

Como funcionam a criatividade e a inovação dentro das empresas?

inovação disruptiva

Tanto a criatividade quanto a inovação são muito valorizadas nas empresas, cada uma à sua maneira. O profissional considerado criativo agrega valor às organizações pela sua visão e capacidade de potencializar ideias e conceitos ao trabalho.

Pessoas criativas têm uma mente bem desenvolvida, no sentido de visualizar formas de pensar e agir que sejam mais ricas em detalhes, visionárias e interessantes. Pensando assim, podemos dizer que a criatividade é uma característica desejável para todos os profissionais.

A criatividade, quando aplicada ao ambiente empresarial, é uma verdadeira força que pode ser usada para gerar inovação. Imaginando a criatividade como algo que existe no mundo das ideias, ela pode funcionar como um motor para impulsionar a produção de inovação.

Uma demanda do mercado

Para as empresas, a inovação tem sido uma demanda cada vez mais real no cenário competitivo de mercado onde estamos inseridos. Progressivamente, a maneira com que os hábitos pessoais dos consumidores impactam nos negócios evolui.

Diante da complexidade do mundo atual, cabe às organizações encontrarem formas de pensar e de propor soluções para acompanharem as mudanças. As empresas têm o desafio de inovar em produtos, serviços, projetos e soluções. Com profissionais que pensam de forma criativa, elas ficam alguns passos mais próximas dessa realidade.

Mas como os profissionais se inserem nesse contexto? Descubra abaixo!

Estimulando, desenvolvendo e aprendendo criatividade e inovação

Agora que sabemos do conceito, das diferenças e da responsabilidade que organizações e profissionais têm de aplicar criatividade e inovação, o que resta é agir. A boa notícia é que, tanto a criatividade quanto a inovação podem ser desenvolvidas. Mais do que isso, ambas devem ser estimuladas em cada pessoa.

Uma grande dúvida que paira quando falamos sobre criatividade, inovação e como as duas ideias se relacionam é: pessoas pouco criativas podem inovar? A resposta também é animadora: sim!

A criatividade é uma característica latente e potencialmente presente em todas as pessoas. Conforme o educador Sir Ken Robinson, em seu famoso TED Talk, todos nós nascemos com o poder de sermos criativos e ele pode ser estimulado ao longo da vida.

Nos modelos atuais de pensamento, trabalho e educação, o que pode acontecer é que esse potencial seja suprimido e é verdade que pessoas que trabalham em áreas mais associadas à criatividade como o design, são consideradas naturalmente mais talentosas. Mas não é sempre esse o caso.

Como ser criativo?

É possível se educar para ser mais criativo, considerando que o nosso cérebro, como um todo, é um músculo que pode ser exercitado. Assim como podemos pensar mais rápido quando exercitamos a nossa mente de certas formas, ou aprender a pensar mais logicamente, a criatividade pode crescer de dentro para fora.

Determinadas atividades, cursos e hábitos existem para estimular a criatividade e canalizá-la para pensar de forma mais dinâmica e interessante. Para quem está à frente de empresas e equipes, fica o desafio de despertar a criatividade para formar e desenvolver profissionais mais inclinados à inovação.

A partir do despertar da criatividade, a inovação fica mais próxima de ser concebida. Aprender a inovar é o próximo objetivo de gestores, organizações e profissionais – e ele é igualmente alcançável.

Uma ideia dentro de cada empresa

A inovação deve nascer como uma ideia dentro de cada empresa e ser trabalhada como um objetivo que trará o verdadeiro sucesso para empresa – enquanto oferece valor real e perceptível para consumidores e a sociedade. Para inovar, basta que gestores e empresas se capacitem nessa missão.

Primeiro, com o reconhecimento da inovação como uma necessidade real. Em seguida, com um planejamento de ações que deve ser transformado em resultados palpáveis e de valor para seu público. Aliando tudo isso à forma de pensar criativamente, será possível empreender de forma mais produtiva e inovadora.

Saiba como estimular a criatividade e inovação nas empresas

Acabamos de falar que há sim algumas formas de estimular a criatividade e inovação nas empresas e agora vamos nos ater mais a elas e explicar como elas poderiam ser aplicadas, para que os profissionais consigam desenvolver essas duas habilidades.

Experimentar novas abordagens

O ambiente de trabalho em que não se tem profissionais muito criativos, geralmente, é aquele que tudo acontece da mesma forma há anos. Assim, os profissionais já estão acostumados com aquela zona de conforto e não são estimulados a pensar diferente.

Por conta disso, é essencial experimentar novas abordagens. Por exemplo, quando fizer uma reunião para apresentação de um novo produto ou para resolver algum problema procure fazer uma dinâmica diferente do que vem sendo feito.

Uma das ideias é fazer um brainstorm, em que cada pessoa fala como ela acha que poderia ser resolvido aquele problema. Todos que estão participando da reunião devem expor suas ideias e nesse primeiro momento todas elas precisam ser ouvidas. Essa não é a hora de dizer que a ideia é ruim ou que não vai ser aceita.

O brainstorm é realmente uma chuva de ideias, sejam elas boas ou ruins. Normalmente, é dessa chuva de ideias que a criatividade é colocada em prática e saem boas ideais.

Porém, se a sua empresa já costuma fazer um brainstorm, tente outra abordagem. O importante é sair da zona de conforto e fazer com que os profissionais improvisem. Isso já vai fazer com que a criatividade seja estimulada.

Aliás, outra forma de abordagem é incentivar os próprios funcionários a trazerem ideias novas de como podem melhorar os processos da empresa e de produtos, mesmo que não haja um problema aparente. Como recompensa às ideias que tem fundamentação e serão colocadas em prática, eles podem ter um bônus adicionado ao salário do mês ou ter um dia de folga a mais no mês, por exemplo.

Oferecer um ambiente de trabalho diferenciado

Já estamos no século XXI, porém há muitas empresas que ainda mantêm um ambiente de trabalho do século XX. Hoje, temos novas gerações entrando no mercado de trabalho, como os millennials. Esses jovens, quando estão em busca de um emprego, não pensam só na segurança financeira e em construir uma carreira longa dentro de uma empresa, eles pensam sobre as possibilidades que aquela oportunidade de trabalho tem a oferecer em questão de aprendizado e também de bem-estar.

Portanto, não faz mais sentido em ter uma empresa com a cara do século passado. Algumas das ações que as empresas podem aplicar é criar incentivos financeiros, ter flexibilidade nos horários, oferecer descontos em academias, permitir animais de estimação no ambiente de trabalho e proporcionar que os profissionais possam ir a eventos.

Além disso, é possível também possibilitar que em alguns dias da semana, os profissionais possam trabalhar de casa. Assim, os funcionários vão ter mais qualidade de vida e ficarão menos estressados.

Isso gera consequências positivas, que estão relacionadas com o aumento da criatividade e inovação. Afinal, pessoas menos estressadas e mais felizes tendem a ser mais criativas, e com ideias boas é possível aplicá-las e criar algo inovador.

Oferecer cursos

Além do que já foi citado no tópico anterior, as empresas podem possibilitar que os funcionários façam cursos que propiciem o desenvolvimento da criatividade e inovação. Assim, eles podem aplicar na empresa o que aprenderam nos cursos.

Por exemplo, a Echos conta com cursos voltados para a área de criatividade e inovação. Nós somos uma escola referência na área, tanto que não temos escola apenas no Brasil, atuamos também em Portugal e na Austrália.

Entre os cursos voltados para a área de criatividade e inovação, a empresa pode escolher o Design Thinking Experience. Ele é um curso rápido e que ensina como usar o Design Thinking para acelerar os processos de inovação.

Mas se quiser, é possível também fazer o mesmo curso como uma especialização. Assim, o profissional terá mais tempo para absorver melhor essa forma de pensar e aplicar. Além desses dois cursos, há o RESET em que o profissional aprende sobre como liderar a mudança e gerir a sua criatividade.

Então, os gestores e líderes de empresas que querem inovar e ter profissionais mais criativos, podem possibilitar que seus funcionários façam cursos como esses. Assim, eles podem conhecer novas metodologias, como o Design Thinking, que vão ajudá-los a ser mais criativos e a desenvolverem produtos inovadores.

Aliás, convidamos você a conhecer mais sobre o trabalho da Echos e também a conhecer os cursos que temos para os setores de criatividade e inovação.

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