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Em todas as aulas, sem exceção, meus alunos me questionam sobre como devem se movimentar durante uma apresentação: “Preciso ficar andando de um lado para o outro?”; ”Se eu ficar parado não vai ser chato?”; “Onde eu devo colocar as mãos?”

Estas são questões que causam muita ansiedade em quem precisa se conectar com uma plateia para obter um resultado positivo. Porém, a minha resposta para todas estas perguntas é uma só: não pense nisso.

Calma, eu explico!

Saiba que o grande segredo para se conectar com os seus ouvintes é se conectar com você mesmo antes de tudo. É se alinhar. Isto quer dizer que se você tiver bem claro o que quer passar para a plateia, o que você estiver pensando irá se refletir na sua fala, e o que você estiver falando irá se refletir nos seus gestos. Vai acontecer naturalmente, sem esforço nenhum.

O que você precisa fazer não é se pré-ocupar com o acabamento exterior da sua apresentação, mas sim, concentrar toda a sua energia no conteúdo que quer transmitir. Pense em o quê quer compartilhar e deixe que o como acaba se resolvendo sozinho.

Realize o trabalho de dentro para fora e não de fora para dentro.

Não considere a sua postura ou os seus gestos como algo isolado, mas sim como a consequência inevitável dos seus pensamentos. Afinal, a nossa linguagem corporal sempre traduz o que se passa no nosso interior.

Por isso, cuide de afinar a sua mente. Procure eliminar as dissonâncias que forem surgindo durante a elaboração do seu roteiro. Assim, quando chegar o momento de colocar para fora o que você preparou, as suas pernas e suas mãos acompanharão as suas intenções de forma harmônica, reforçando da melhor maneira a mensagem que você quer passar.

Acredito que essa profunda intimidade com o conteúdo e com você mesmo(a) é um dos elementos-chave para qualquer boa apresentação.

Não por acaso, dedico horas em todos os meus cursos com cada um dos meus alunos para que saibam acessar o próprio potencial. Aliás, acredito que esse é o grande diferencial do meu curso Ahaze! – Presença em apresentações.

Além desse trabalho de dentro para fora, também compartilho algumas dicas de palco, de ordem mais prática, para que a apresentação tenha mais fluidez. Diria que são dicas que ajudam a dar o acabamento necessário. A seguir, vamos explorar 2 delas:

1. Se não há motivo nenhum para andar, ficar parado é sempre melhor.

Não tenha receio de chatear a plateia. Se você estiver empenhado no que quer dizer, seus ouvintes vão “colar” em você de qualquer maneira. Andar de um lado para o outro simplesmente, fazendo uma movimentação que não tem a ver com o que você está expondo, é justamente o que vai torná-lo enfadonho. Muitas pessoas recomendam que os apresentadores fiquem se movendo de uma ponta à outra do palco independente do que estejam falando. Erro.

Este é o movimento do pêndulo usado para fazer as pessoas dormirem e você estará correndo o risco de fazer a mesma coisa com o seu público. Basicamente, coloque-se em um determinado lugar do palco, desenvolva um parágrafo tranquilamente e só quando for avançar para outro parágrafo, ande um pouco até um outro lugar.

2. Cuidado com alguns vícios:

Como ficar balançando, transferindo o peso do corpo de uma perna para a outra, por exemplo.  Chamo isso de efeito gangorra, algo muito comum. Também ficar o tempo todo colocando as mãos no bolso, ficar apertando os dedos ou fazendo qualquer outro tipo de gesto repetitivo não é bom. Além de enlouquecer a plateia, estes são movimentos desconectados da sua fala que refletem insegurança e ansiedade.

Ao se preparar, procure se  observar e, se estiver fazendo isso, vá se corrigindo até parar com esses tiques. Apoie-se nos dois pés, mantenha a espinha no lugar e concentre-se no que você quer dizer, nada mais. Você verá que o medo e a ansiedade irão desaparecer como em um passe de mágica. Você conseguirá se alinhar com a sua intenção, com a sua fala, e se sentirá seguro e confiante.

Se estiver pensando como irá colocar esses conceitos em prática, tenho um exercício simples, mas poderoso. Já adianto que não é treinar na frente do espelho ou se gravar falando (aliás falarei sobre isso em outro artigo).  Uma ótima forma de adquirir confiança e lidar com os gestos é:

  • Selecione um assunto pelo qual tenha paixão, algo que realmente goste;
  • Durante 2, 3 minutos, compartilhe esse assunto com alguém, pode ser um familiar ou amigo. Fica a seu critério; e
  • Pratique com o maior número possível de pessoas!

Você verá com o tempo e prática o seu discurso ficará muito mais alinhado e que irá utilizar os gestos em favor da história que está contando e não de modo a distrair sua plateia. Experimente!

Caso queira aprender de forma prática como se comunicar de modo assertivo e empático, convido você a conhecer meu curso. Estarei nos próximos meses em São Paulo e no Rio de Janeiro. Espero você lá!

 

Echos

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