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A indústria do design chegou a um novo nível de maturidade. Nos últimos 12 meses, muitas empresas já transformaram, adaptaram e definiram novos modelos de negócio. Isso foi possível graças ao design. A hora dos designers chegou, pois estamos equipados com as habilidades que o futuro precisa.

No entanto, com grandes sucessos, vêm grandes responsabilidades. As equipes cresceram, o investimento financeiro aumentou e, o mais importante de tudo, agora temos acesso à diretoria.

Como podemos gerenciar essas oportunidades como designers? Como podemos desenvolver ambientes criativos para atrair grandes talentos? Como podemos gerar resultados quantificáveis para nossos projetos?

As respostas para essas perguntas estão surgindo no mundo todo à medida que os designers testam novos limites e exploram novos horizontes. Começamos a explorar novas tendências de liderança que vêm surgindo à medida que criamos nosso lugar no futuro.

Paridade Competitiva em Design

O design chegou a um novo nível de sofisticação no mercado. O design de qualquer coisa, da fachada de uma loja a um logotipo ou aplicativo, consegue gerar níveis semelhantes de apelo entre as pessoas. O design no mundo todo amadureceu e, por meio desse processo de crescimento e de rápida adaptação, começou a atingir essa paridade: é visualmente agradável, altamente funcional e é quase sempre muito similar no mundo todo.

Isso é, ao mesmo tempo, uma bênção e uma maldição. Um bom design não é mais algo simplesmente desejável. É visto como essencial para o sucesso. No entanto, quando todos têm um design igualmente bom, temos um problema. Isso porque esses diferentes “designs” começam a se parecer muito entre si, e se tornam indistinguíveis um do outro.

Assim, os designers precisam levar seus produtos e serviços para novos níveis para satisfazer seus públicos. As expectativas subiram, e agora os designers precisam usar suas habilidades de liderança não só para estender os limites do possível, mas para explicar por que isso é necessário. Os designers precisam se atualizar, não só para criar resultados mais impactantes, mas para encontrar o apoio certo em toda a organização para levar o design a outro nível.

As melhores maneiras de medir o impacto

Um relatório recente da Abstract afirma que “57% das organizações esperam que [os líderes de design] meçam e reportem os resultados de suas equipes. 58% dos líderes de design disseram que a habilidade de mensurar e quantificar o impacto do trabalho de suas equipes tornaria o design mais importante ao nível organizacional, e 63% dos líderes de design disseram que medir e reportar os resultados é ‘muito importante’ para comunicar o valor do tempo gasto.”

O problema é que existem poucos processos padronizados para mensurar o verdadeiro impacto do design. Isso significa que líderes e equipes estão coletando dados quantitativos e qualitativos sem sistemas formalizados para transmitir o impacto ou significado da pesquisa. Consequentemente, os líderes de design estão criando seus próprios processos. Com a contínua evolução da maturidade do design dentro das organizações, chegou a hora de trabalhar globalmente para criar sistemas e abordagens.

Crescimento rápido da equipe

O mesmo relatório da Abstract indica que, à medida que as especializações dos designers se tornam mais nichadas, o tamanho das equipes aumenta. Esse crescimento sugere que 3 em cada 4 designers planejam contratar até 5 novas pessoas para sua equipe neste ano.

Com esse crescimento, deve surgir mais complexidade dentro das equipes de design. Existem outras considerações no âmbito do processo de contratação. O mercado de trabalho da indústria de design está aquecido e muitas organizações estão tendo dificuldade para preencher cargos abertos. Isso significa que os métodos tradicionais de contratação e aquisição de talentos não são tão eficazes. À medida que líderes de design se desenvolvem, criar a equipe certa se torna mais complexo. Assim, ter uma rede global de profissionais com a qual se pode aprender e extrair talentos está se tornando algo cada vez mais importante.

Foco na criatividade remota

No novo normal do design, as equipes estão trabalhando de novas formas. Algumas equipes trabalham presencialmente, algumas estão distribuídas remotamente e algumas trabalham em um modelo híbrido. Independentemente de como as equipes estão se reunindo, ter um foco renovado em criatividade é algo que está se tornando fundamental.

Os líderes de design estão aprendendo a criar, aumentar e cultivar equipes de novas maneiras. Eles sabem que a cola que mantém essas equipes unidas é seu amor em comum pela criatividade. Essa também é uma forma de aumentar a importância da criatividade no próprio papel do design.

Designers são atualmente muito procurados, pois sua influência está se expandindo dentro das organizações. Os líderes de design estão descobrindo novas maneiras de manter os atuais membros da equipe e atrair novos talentos. Como líder de design, é fundamental criar um ambiente para as equipes prosperarem, brilharem e desenvolverem suas potencialidades criativas.

Agora, os líderes de design estão buscando novas maneiras de integrar equipes híbridas e remotas com sucesso. Eles estão desenvolvendo processos que permitem que todas as equipes prosperem e criem oportunidades para suas carreiras.

Mudar ofertas de serviços

Tradicionalmente, o papel de um designer era definido por sua especialidade e pelo que produzia. Por exemplo, um designer de serviços poderia trabalhar principalmente em pesquisas e criar mapas da jornada do cliente. As coisas mudaram, e os papéis e resultados foram se transformando à medida que a influência do design foi sendo reconhecida como indispensável para qualquer negócio que queira crescer.

Agora, designers estão sendo convidados a resolver os grandes problemas do mundo, algo que eles têm aspirado fazer ao longo de suas carreiras. Os designers estão munidos com a curiosidade e as habilidades necessárias para inovar.

Há anos, designers vêm pedindo para trabalhar em níveis mais estratégicos de governos, organizações e sociedade. No entanto, agora há tantas pessoas, projetos e problemas a considerar, que eles podem se sentir sobrecarregados.

É assim que a liderança de design está desenvolvendo suas dinâmicas. Um bom líder usa a curiosidade, capacidades e criatividade de sua equipe para tornar o trabalho mais estratégico e começar a pensar grande. O mundo está sedento por design e a indústria do design precisa de novos líderes que encarem o desafio e criem as soluções do futuro.

A IA está mudando os designers

O alcance do que pode ser criado está se expandindo com a inteligência artificial (IA). O futuro do trabalho dos designers com a IA está apenas começando, cheio de um novo potencial.

O design de experiência cognitiva é um desses novos caminhos. O CognitiveXD ou CxD pode ser descrito como a prática de usar tecnologias de inteligência artificial para reduzir o esforço humano e o tempo necessário para completar uma tarefa. A convidada do podcast Joanna Peña-Bickley, diretora de Pesquisa e Design da Alexa Devices da Amazon, é uma líder em design que está trabalhando na linha de frente dessa tecnologia.

Joanna afirma que “CxD é a arte de respeitar empaticamente a hora e as escolhas de um indivíduo enquanto transforma a ciência da criação de dados em experiências inteligentes que levam a decisões conscientes”.

O design generativo também usa a IA, mas se concentra em criar processos que se definem com um mínimo de orientação humana. Isso faz com que a inteligência artificial e o machine learning criem milhares de opções para os processos de design simplesmente definindo o problema. O processo cria e depois refina opções com base em iterações anteriores.

Como a IA assume o papel de designer no futuro, o papel do humano é o de líder dentro da relação humano-máquina. Embora essas tendências ainda estejam surgindo, a direção final é clara. O futuro vai favorecer um designer que estiver progredindo ativamente em sua jornada de liderança.

Liderando com confiança

Estamos vivendo em um espaço liminar, um tempo entre o tempo. Estamos abandonando nossas antigas maneiras de viver e trabalhar e adotando novas. Está ficando muito claro que o papel do designer será o de líder nessa transição.

Nunca foi tão importante para os designers se prepararem para os próximos passos em sua carreira. Como líderes de design, seremos convidados a avançar e definir não só o que o design é e pode alcançar, mas o impacto que o design pode ter no mundo.

O século XXI será definido pelas mudanças que o mundo atravessa. O design pode fazer e realmente faz mudanças positivas. Como indústria, devemos nos tornar diplomatas da mudança e aumentar a influência do design dentro das organizações.

Está pronto para enfrentar os desafios do futuro? Se sim, então você está pronto para se tornar um líder de design. E conhecer nosso programa Design Leadership é o primeiro passo. Afinal, design é liderança.

Juliana Proserpio

Juliana Proserpio é empresária e educadora. Ela é a cofundadora e chefe de design da ECHOS, laboratório de inovação e suas unidades de negócios: Echos – Escola de Design Thinking – uma escola que coloca a inovação em prática, e Echos – projetos de inovação.
Nos últimos 10 anos, Juliana tem trabalhado para desenvolver um ecossistema de inovação na Austrália, Brasil e, recentemente, em Portugal para fomentar o poder do design para futuros desejáveis.
Ela tem mais de 10.000 horas trabalhando próximo aos clientes em design de facilitação, liderando uma ampla gama de projetos em setores como saúde, finanças, educação, varejo, notícias, tecnologia e bens de consumo.
Juliana fala sobre o poder do design para criar futuros desejáveis. Ela falou em eventos como o Global Innovation Summit em San Jose, Califórnia, TEDxMaua em São Paulo, Brasil, What Design Can Do e o Sydney Design Festival.

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