O design de produto permite que as empresas tenham talentos capazes de criar soluções esteticamente agradáveis, funcionais e adequadas aos seus valores. Logo, ele está relacionado à nossa capacidade de empreender e inovar, entregando soluções que satisfaçam aos desejos e às necessidade dos clientes.

A área também traz conhecimentos fundamentais, se pensarmos na importância da inovação como meio para construir vantagens competitivas. Para inovar, muitas vezes os profissionais de Recursos Humanos se dedicam a desenvolver empreendedores internos, e o design de produto traz competências relevantes para qualificar as pessoas com esse perfil.

Que tal conhecer o design de produto e sua aplicação nas empresas? Continue a leitura deste conteúdo para tirar dúvidas sobre o tema e entender a importância dos profissionais qualificados nessa área!

Qual a diferença entre design gráfico e design de produto?

O design de produto estuda a concepção e melhoria de produtos para atender demandas do público-alvo da empresa. Assim, seus conhecimentos e habilidades são utilizados para entregar uma proposta de valor que satisfaça desejos e necessidades, bem como gere receita direta ou indireta para a organização.

De certa forma, os negócios dependem dessa atividade para existir. Afinal, o empreendedor é quem observa as demandas de mercado e se encarrega de satisfazê-la com produtos ou serviços— que podem ser físicos ou digitais. Logo, design de produto é uma atividade implícita.

Nesse sentido, o estudo do tema permite que os talentos exerçam essa atividade com mais eficiência, criatividade, consistência e qualidade. Igualmente, o empreendedor ou intraempreendedor ganha ferramentas para melhorar e criar soluções, com processos criativos, padrões de qualidade, métodos de trabalho e técnicas avançadas.

Podemos traçar uma analogia com as finanças. Embora todas as empresas lidem com a entrada e saída de recursos, aquelas que contam com as competências na área e melhores talentos terão mais chances de sobreviver e crescer de forma saudável.

O design de produto não deve ser confundido com design gráfico. O papel do desenhista gráfico é traduzir os sentidos e significados relacionados a marcas, produtos, serviços, valores organizacionais etc. para linguagem visual.

Ambos podem atuar juntos, como na criação das imagens de divulgação de um produto, mas exercem funções diferentes. O design é uma atividade com diferentes áreas de especialização, como Design UX, Design de NegóciosDesign de Futuros.

O que um designer de produto precisa saber?

O design de produto pode ser encarado como uma competência complexa, ou seja, que agrupe diversas habilidades em um quesito só. Assim, quem exerce o cargo de designer ou participa da concepção de produtos terá uma grande evolução se priorizar as hard skills e soft skills da área.

Hard Skills

As hard skills são as competências técnicas. As principais delas são as especializações ligadas ao design de produto. Em nosso curso de Business Design Experience, por exemplo, abordamos os seguintes conhecimentos e habilidades:

  • princípios do business design;
  • definição da proposta de valor;
  • métodos de identificação do público-alvo;
  • modelos de negócio baseados em experimentação;
  • construção de protótipos em MVP;
  • técnicas para analisar dados sobre o negócio;
  • roadmap de experimentação.

Perceba que as competências técnicas dizem respeito à atividade principal de design. Nesse sentido, elas ajudam a produzir resultados consistentemente, pois são métodos ou habilidades que podem ser repetidos.

A formação em Business Design Experience direciona para inovação, negócios e experiência do usuário. Na prática, cada especialização entregará um conjunto de ferramentas, contextualizadas de acordo com os seus objetivos.

Soft skills

time analisando a melhor forma de criar um design de produto

As soft skils são competências comportamentais, como trabalho em equipe, comunicação e inteligência emocional. Por isso mesmo, elas não são requisitos específicos de uma formação, mas qualidades aplicáveis a inúmeras atividades e contextos.

Os cursos de design também desenvolvem soft skills, fornecendo orientações e conteúdo de desenvolvimento individual. Porém, elas são mais dependentes da aprendizagem social do que as hard skills, ou seja, desenvolvem-se no convívio com outras pessoas.

Você pode receber instruções de oratória para falar em público, mas a tendência é só se sentir confortável com a soft skill após diversas apresentações, por exemplo.

As principais competências para o designer de produto estão ligadas à capacidade de empreender e inovar:

  • ser criativo;
  • pensar com a cabeça de dono;
  • realizar o trabalho colaborativo;
  • adaptar-se a diferentes contextos e demandas;
  • ser ágil e proativo na resolução de problemas.

Em muitos casos, o desenvolvimento de hard skills e soft skills ocorre em conjunto. O Design Thinking é um bom exemplo: além de aprender um método que pode, até mesmo, inspirar processos na empresa, durante a aplicação, você exercita a criatividade.

Como é o mercado para um profissional da área de design de produto?

Em relação ao mercado, o design de produto é um conhecimento que pode ser utilizado pelos profissionais que ocupam o cargo específico da área. Isso vale tanto para quem vai trabalhar em um escritório de design como para os setores de pesquisa e desenvolvimento das empresas.

Ao pesquisar “desenhista de produto ou designer de produto” na Classificação Brasileira de Ocupações, vemos mais de 15 áreas de atuação, como produtos cosméticos, industriais, utensílios domésticos e eletrônicos.

Por outro lado, as empresas necessitam cada vez mais da inovação e, com isso, surgiu a tendência de intraempreendedorismo. A partir dela, a busca por identificar necessidades (internas e externas) e criar soluções se torna uma tarefa da ampla maioria dos colaboradores.

Logo, o RH da empresa buscará treinamentos e qualificações tanto para atender às necessidades dos cargos de designer de produto como para formar intraempreendedores. Além disso, o departamento pode avaliar cargos que, pelas características, possam se beneficiar das competências de design.

Pensando na satisfação dos colaboradores, profissionais de gestão de talentos também conseguem usar o design para melhorar os produtos voltados para o funcionário. É uma forma de promover uma boa experiência para os contratados e desenvolver iniciativas de marketing interno mais eficientes.

Em todas as situações mencionadas, as formações em design desenvolvem competências adequadas aos desafios atuais, como inovação, adaptação a mudanças e experiência do usuário.

Como o designer de produto pode se destacar frente aos concorrentes?

Os profissionais que se destacam em design de produto são aqueles que se adequaram às características da era digital. Portanto, estão atualizados e buscam especializações que fazem sentido no mundo de hoje.

Entre as tendências, encontramos a exigência de agilidade e experimentação nos projetos. Em vez de planejar todas as variáveis e entregar apenas versão final, o produto é colocado para teste rapidamente e moldado a partir dos feedbacks.

Outro ponto de atualização é a importância da experiência do usuário. Ao lado da utilidade do produto, cada vez mais, pensamos as interações positivas e a identificação com o que a marca de consumo representa. Um exemplo são os aparelhos de celular, em que, não necessariamente, o hardware mais robusto será o produto de maior sucesso.

A transformação digital também facilitou a coleta e tratamento dos dados. E isso gera novos requisitos para o designer de produtos, porque o desempenho dos protótipos e produtos pode ser medido de forma objetiva. Logo, a intuição precisa ser apoiada em informações objetivos e números.

As qualificações ligadas ao design de produto devem estar adequadas aos requisitos do nosso tempo e ajudar as empresas a serem mais inovadoras. Com isso, os profissionais podem se destacar, e a gestão de pessoas aumenta o capital humano, preparando a organização para os novos desafios.

Aqui na Echos, temos o propósito de formar a próxima geração de inovadores. Conheça agora mesmo nossos cursos e especializações em Design e desenvolva empreendedorismo, inovação, criatividade e outras habilidades para o mundo de hoje!

Ricardo Ruffo

Ricardo Ruffo is a born entrepreneur, educator, speaker and explorer. As a writer by passion Ricardo daydreams on how the world is changing fast and how it could be.

Ruffo is the founder and global CEO of Echos, an independent innovation lab driven by design and its business units: School of Design Thinking, helping to shape the next generation of innovators in 3 countries, Echos – Innovation Projects and Echos – Ventures. As an entrepreneur, he has impacted more than 35.000 students worldwide and led innovation projects for Google, Abbott, Faber-Castell and many more.

Specialist in innovation and design thinking, with extensions in renowned schools like MIT and Berkeley in the United States. Also expert in Social Innovation at the School of Visual Arts and Design Thinking at HPI – dSchool, in Germany.

Naturally curious, love gets ideas flying off the paper. He always tries to see things from different angles to enact better futures. In his free time, spend exploring uninhabited places around the world surfing.

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