Ter uma visão do que seu produto é e como ele muda a vida de seus clientes é uma parte frequentemente negligenciada, mas fundamental, do processo de desenvolvimento de produtos digitais. É uma etapa que deve ocorrer quando uma equipe cria uma proposta de valor. O valor que um produto gera no mundo deve vir acompanhado por uma história clara do que o produto é e o impacto que ele cria nas vidas dos usuários. Nesse sentido, ter uma “estrela guia” (do inglês North Star) é uma forma de criar alinhamento entre parceiros, colegas, membros da equipe e diretoria, para que eles nunca percam de vista o objetivo final que o projeto precisa alcançar.

Para ilustrar esse processo, Kevin Cheng, CEO da Incredible Labs, afirma: “A relação entre storytelling e design é que você precisa da história para que as pessoas compreendam como [o produto] se relaciona com elas.”

A “estrela guia” é o storytelling que ajuda a equipe de produto a tomar decisões. Ter uma visão clara ajuda as equipes a escolher o caminho certo durante o desenvolvimento e a definir o valor do novo produto com base em storytelling.

Definindo a proposta de valor

Definir uma proposta de valor única para um novo produto gera clareza a respeito do que a equipe deve se concentrar durante o desenvolvimento. Uma boa proposta de valor determina por que os usuários estão comprando determinado produto, ou por que devem prestar atenção a determinado produto. Ter uma proposta de valor clara também ajuda a ganhar o apoio da diretoria. A equipe de produto precisa apresentar uma proposta de valor única para que os executivos compreendam por que eles devem investir no produto. Além disso, esclarece por que eles devem usar seus recursos e atenção para garantir que o produto seja lançado no mercado.

Para criar uma proposta de valor sólida, é fundamental obter as respostas para as seguintes questões:

  • Quais produtos similares já existem no mercado?
  • Como seu produto difere dos outros?
  • Em que seu produto é semelhante aos outros?
  • O que seus usuários querem?

A intersecção de todas essas perguntas é o que chamamos de ponto de paridade. Esses pontos de paridade geram alinhamento entre cada seção para mostrar o valor que você está gerando aos seus usuários.

Esta abordagem fornece informações profundas sobre o que é singular no seu produto em comparação com seus concorrentes. Liste os recursos que seu produto oferece e que você compartilha com seus concorrentes. Depois, liste os pontos de diferença. Isso revelará opções que seu serviço oferece que os outros não têm. A singularidade do seu produto é fundamental para desenvolver a proposta de valor. Também é igualmente importante entender o que não é relevante para seus potenciais usuários. Se certos recursos não forem necessários para seus usuários, não os inclua no produto. Não invista tempo e dinheiro em coisas que seus clientes não precisam ou não querem. Ter uma visão clara e uma proposta de valor ajuda a equipe a entender o que deixar de fora.

O último passo é focar nos pontos de diferença do novo produto. Estes são os recursos que importam para seus potenciais usuários e que não estão disponíveis nos concorrentes. Tudo isso gerará as ideias que a equipe precisa para criar um produto diferente de qualquer outra coisa no mercado. Essa clareza ajuda as equipes a tomar decisões em relação ao que deve ficar de fora e o que deve ser incluído. O que gera valor é definido pelos seus usuários. Essa relação é a proposta de valor, ela transpõe a lacuna entre o problema que o seu produto resolve e as necessidades do seu público.

Ela atua como uma promessa ao mercado, ao público, aos parceiros e aos executivos para gerar algo de valor quando o produto é lançado. Definir esse valor de maneira clara é fundamental para o sucesso do produto. Scott Hurff, instrutor da InVision, diz que o designer de produto deve ser alguém que adote as características de Churchill. Hurff afirma: “Você precisa conhecer os fatos e descobrir como encontrá-los.”

Ele lista uma série de perguntas para ajudar as equipes quando estão criando seu produto:

  1. Primeiramente, determine quem seu produto serve ou pode servir.
  2. Em segundo lugar, estude os clientes atuais e potenciais em seus “habitats” para descobrir o que eles precisam, o que eles podem precisar ou o que estão prontos para comprar.
  3. Em terceiro lugar, crie produtos e recursos que conversem com essas necessidades e desejos.

Ao definir sua proposta de valor, é importante lembrar: quem é seu público? Quais são os jobs to be done? O que estão tentando criar? Por que é relevante? Nesse processo de desenvolvimento de uma proposta de valor, é preciso focar nas necessidades do público.

A “estrela guia” como definição de foco

Criar um produto bem-sucedido não é apenas uma questão de sorte. Esse processo surge de um entendimento profundo do seu público e de seus comportamentos, suas preferências e suas necessidades. Para fazer algo importante, relevante e de sucesso para eles, uma equipe de produto deve manter-se focada no que é verdadeiramente importante. E não é incomum que a equipe se perca neste caminho. Por exemplo, uma armadilha comum em que a equipe costuma cair é criar recursos demais.

É aí que a “estrela guia” se torna importante. Um produto com visão concisa e bem definida serve como uma espécie de guard rail, mantendo a equipe em seu caminho, reduzindo o escopo do produto em relação ao que deve ser incluído no primeiro lançamento, e ajudando a equipe a entender o valor principal que seu produto precisa gerar e a garantir que todos estejam alinhados com essa visão.

Por isso, criamos um template para ajudar as equipes de produtos digitais a desenvolver a “estrela guia” do seu projeto. O template explora uma série de perguntas que ajudam a visualizar o produto concluído. Esse processo auxilia as equipes a imaginar o que os futuros clientes irão dizer, como o produto vai funcionar e até mesmo como vai se parecer. Assim que o processo de visualização for documentado pela equipe, ele se torna acessível. Assim, a equipe consegue ver claramente o que todos estão tentando alcançar juntos.

Combinar a “estrela guia” com uma proposta de valor clara faz com que a equipe de produto se una fortemente. Essas ferramentas ajudam a suavizar problemas que são comuns nas equipes. Por exemplo, quando alguém não entende o escopo completo do projeto. Ou se um membro da equipe se afasta da visão do grupo e começa a agir por conta própria. Ou, pior ainda, quando cria algo com o qual o público não se importa porque não é relevante para a audiência.

Esse conteúdo é uma das expertises do nosso programa Aceleração de Produtos Digitais. Entre em contato para obter mais informações ou visite nosso site. Baixe nosso template de definição de “estrela guia” e entre em contato se tiver alguma dúvida. Ficamos sempre felizes em conhecer novos produtos e projetos digitais.

Ricardo Ruffo

Ricardo Ruffo is a born entrepreneur, educator, speaker and explorer. As a writer by passion Ricardo daydreams on how the world is changing fast and how it could be.

Ruffo is the founder and global CEO of Echos, an independent innovation lab driven by design and its business units: School of Design Thinking, helping to shape the next generation of innovators in 3 countries, Echos – Innovation Projects and Echos – Ventures. As an entrepreneur, he has impacted more than 35.000 students worldwide and led innovation projects for Google, Abbott, Faber-Castell and many more.

Specialist in innovation and design thinking, with extensions in renowned schools like MIT and Berkeley in the United States. Also expert in Social Innovation at the School of Visual Arts and Design Thinking at HPI – dSchool, in Germany.

Naturally curious, love gets ideas flying off the paper. He always tries to see things from different angles to enact better futures. In his free time, spend exploring uninhabited places around the world surfing.

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