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Toda a resolução de problemas é, essencialmente, um ato criativo. A criatividade se faz possível devido a um estilo de pensamento conhecido como pensamento lateral, termo cunhado pela primeira vez por Edward de Bono em 1967. Trata-se da capacidade de uma pessoa de trabalhar para resolver problemas ao imaginar soluções que não podem ser alcançadas por processos dedutivos ou lógicos. Outra forma de dizer é definir como a capacidade de uma pessoa de encontrar respostas únicas para problemas difíceis. Essa é a pedra angular da criatividade, algo de que todas as organizações se beneficiam em tempos de mudança, quando as soluções tradicionais podem não alcançar o novo resultado desejado.

O pensamento lateral é fundamental para processos de inovação e de design thinking. O Brainstorming é um dos principais rituais que usamos para ajudar as pessoas a expandir suas mentes e para começar o trabalho estratégico de resolução de problemas.

A seguir, apresentamos sete regras desenvolvidas pela IDEO e que utilizamos para sessões de brainstorming:

  1. Não fazer um julgamento das ideias (não há ideias ruins em um brainstorming).

Há muitas maneiras de realizar uma sessão de brainstorming. Mas nenhuma delas funciona se as pessoas começam a julgar as ideias que estão sendo geradas. É importante entender que, independentemente da metodologia utilizada, o julgamento e os pontos de vista críticos devem ser abandonados. O objetivo de qualquer sessão de brainstorming é fazer as ideias e a criatividade fluírem.

  1. Desenvolver as ideias dos outros.

Depois que as ideias estiverem fluindo na sala de reuniões ou no Zoom, é fundamental garantir que a energia se mantenha. E a melhor maneira de estimular isso é fazer com que as pessoas desenvolvam as ideias uns dos outros. Para que isso funcione, é preciso adotar uma abordagem de dizer mais “sim” e menos “não” para as propostas. Dizer “sim” e dar ideias adicionais faz com que a conversa continue fluindo. Já o fato de discordar, dizendo um “não” e colocando empecilhos, interrompe e fecha o fluxo. É importante manter a energia e as ideias em alta e não deixar a sessão entrar em um beco sem saída.

  1. Incentivar ideias surpreendentes (se começarmos com ideias convencionais, vamos acabar o processo apenas com elas).

Para encontrar uma solução única ou incomum, é importante começar a descobrir ideias surpreendentes. Um processo que funciona bem é criar um de guia de pensamento lateral e fazer uma lista de perguntas. Por exemplo: se você tivesse superpoderes, como resolveria o problema no qual está trabalhando? Ou: Se você tivesse todo o dinheiro do mundo, como resolveria? Perguntas surpreendentes incentivam as pessoas a pensar de novas maneiras, formas diferentes de como que elas normalmente pensariam a respeito do problema.

  1. Mantenham-se focados no tópico/desafios que estão tentando resolver.

Embora seja importante incentivar ideias e debates surpreendentes, é igualmente importante manter-se no tópico abordado. Isso significa que, se a conversa começar a caminhar para a resolução de um problema diferente, é uma boa ideia focar novamente no problema que foi originalmente levantado. Isso não significa que algumas das ideias, ou mesmo o novo problema, não sejam válidos; significa apenas que esse novo caminho não levará o grupo ao resultado que gerará as ideias para o problema que está sendo originalmente abordado.

  1. Uma conversa de cada vez.

Compartilhar ideias pode ser incrivelmente estimulante, e fazer com que a energia do grupo facilmente acabe. Assim, recomendamos que cada pessoa fale livremente e sem interrupções. Quando os membros de uma equipe sentem que não estão sendo ouvidos, eles podem se retrair e compartilhar menos ideias. Isso é problemático quando estamos tentando estimular a diversidade de pensamentos e ideias. Quanto mais o grupo todo compartilhar, mais diversas e criativas as ideias serão.

  1. Seja visual (tente desenhar imagens simples de suas ideias quando possível para estimular o seu pensamento criativo).

Um exercício que mostra o poder do pensamento criativo visual é pedir à equipe que desenhe o passo a passo de como fazer uma torrada. Os resultados vão variar bastante: há quem começará com a preparação do pão, outros com a ida ao supermercado, outros explicarão como comer a torrada mordida por mordida. Isso mostra para a equipe a diversidade com que as pessoas pensam. Cada pessoa se concentra em coisas diferentes, de acordo com o que ela vê como sendo importante. Quando combinamos todos esses diferentes pontos de vista, criamos novas formas de compreender e de ver a resolução de problemas.

  1. Invista em quantidade, não em qualidade. Você chegará à qualidade de ideias por meio da quantidade, então anote todas as ideias e parta para a próxima imediatamente.

Uma das atividades que usamos e que explora a importância deste passo é chamada de Brainwriting. Os participantes passam dez minutos anotando o máximo de ideias que puderem. Ao fim da sessão, todas as ideias podem ser discutidas em grupo. Nos primeiros minutos, surgem todas as ideias e pensamentos mais óbvios. É depois de mais alguns minutos que a magia acontece. À medida que as pessoas vão colocando para fora as ideias mais óbvias, outras mais incomuns e inventivas começam a aparecer. Recomendamos que, depois dos dez minutos, os participantes trabalhem juntos para discutir as ideias.

Próximos passos: ter ideias é fácil, o desafio é a execução

Depois do processo de brainstorming, vem o trabalho duro de implementar soluções. Isso é feito por meio da priorização das possíveis soluções, e só então decide-se com quais ideias é melhor avançar. Uma ótima ferramenta para começar a organizar as ideias é a Matriz Esforço x Impacto.

Uma Matriz Esforço x Impacto é uma ferramenta de quatro quadrantes que ajuda as equipes a agrupar ideias em quatro categorias principais:

  1. Impacto alto / esforço baixo — ganhos rápidos que gerarão o melhor retorno com base no esforço necessário para concluí-los,
  2. Impacto alto / esforço alto — projetos importantes que exigem muito mais esforço para concluir, mas podem gerar retornos de longo prazo,
  3. Impacto baixo / esforço baixo — projetos que não exigem muito esforço, mas não geram muito valor,
  4. Impacto baixo / esforço alto — atividades que levam muito tempo para serem concluídas, proporcionando benefícios mínimos.

Categorizar atividades na matriz permite criar um guia visual e rápido que ajuda as equipes a entender quais ideias poderiam funcionar e quais não são viáveis. Os quadrantes nos quais a equipe deve se concentrar são os de impacto alto, compreendendo o cronograma e os recursos disponíveis para tornar as ideias realidade.

A criatividade e a resolução de problemas são parte fundamental de qualquer processo de inovação. No entanto, a parte mais importante vem depois que as ideias foram geradas — a implementação. As ferramentas para transformar o brainstorming em ações são fundamentais para o processo de design thinking. Aprenda mais sobre nossa abordagem em nosso kit de ferramentas de design thinking ou em uma de nossas experiências online.

Equipe Echos

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