Mulheres inovadoras: 8 mulheres que fizeram a diferença no mundo

Quando estudamos sobre as inovações científicas ou os avanços gerais da sociedade, dificilmente nos deparamos com figuras femininas. Até parece que a ciência é feita apenas por homens. São eles que pisaram na lua, que descobriram a gravidade e que encabeçam a lista de feitos importantes na ciência.

Mas, e as mulheres inovadoras? Embora elas não tenham tanto destaque nos livros de história, muitas foram extremamente importantes para os avanços tecnológicos que utilizamos atualmente e também para a evolução da ciência moderna.

Esse paradigma de que mulheres não se interessam pela ciência precisa ser revisto urgentemente – e nada mais é do que um viés do machismo, que ainda não reconhece a importância das mulheres para as descobertas e avanços científicos – e nem as enxerga como protagonistas de importantes alterações na nossa sociedade.

Vamos mudar esse quadro? Neste conteúdo, nós separamos algumas mulheres inovadoras de destaque e que fizeram história ao participarem de avanços significativos na ciência e nas artes. Confira!

8 Mulheres Inovadoras que você precisa conhecer

As mulheres inovadoras se destacam na ciência, na história, na política, na música e em diversos ramos do saber. E é importante conhecermos as principais para entendermos o peso dos seus feitos e a contribuição para que outras mulheres se inspirem nessas histórias. Confira.

1. Joana Félix

A cientista química Joana Félix é uma mulher brasileira negra, cujo amor pelo estudo e, posteriormente, ao ensino, conseguiu fazer com que ela superasse todas as dificuldades de sua origem humilde, ao fazer seu trabalho reverberar mais que qualquer preconceito.

Vencedora do Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia (2014), seu maior reconhecimento é, na realidade, os mais de 80 prêmios que venceu junto com seus alunos da Escola Técnica Prof. Carmelino Corrêa Júnior, em Franca/SP, como resultado de sucesso de uma metodologia criada com o intuito de mitigar evasão escolar e proporcionar futuros promissores aos estudantes.

2. Nísia Floresta Augusta

Tendo vivido em meados de 1800, Nísia é a pioneira do movimento feminista no Brasil, sendo uma das primeiras escritoras femininas de artigos em periódicos nacionais, além de poetisa e autora de 15 obras.

Seu trabalho também se estendia como educadora, tendo aberto uma escola para meninas e defendido o direito e acesso ao estudo científico a elas.

3. Enedina Alves Marques

Primeira engenheira negra do Brasil, a curitibana Enedina já havia trabalhado como professora quando se formou em engenharia civil na Universidade Federal de seu Estado na década de 40.

Em sua atuação profissional, integrou a equipe técnica responsável pela construção da usina hidrelétrica Capivari-Cachoeira (PR), a Casa do Estudante Universitário do Paraná e o Colégio Estadual do Paraná.

4. Chiquinha Gonzaga

Compositora de milhares de obras (mais de duas mil), Chiquinha Gonzaga foi a primeira mulher maestrina do Brasil, além de ter se destacado por ser a frente de seu tempo em vários outros assuntos.

Entre eles, o de ter criado dois filhos sozinha, após abandonar o marido e, também, lutar pelo fim do sistema escravista e a monarquia.

5. Maria Montessori

Primeira médica mulher da Itália, ao ser impedida de exercer seus conhecimentos, pois, à época, mulheres eram proibidas de examinar pessoas do sexo masculino.

No entanto, Maria passou a aplicar a medicina na clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de Roma com pacientes deficientes o que originou o Método Montessori, que incentiva a autoeducação, a liberdade, a descoberta.

6. Marie Curie

Com a marca histórica de ter vencido dois prêmios Nobel, Marie Curie foi uma física polonesa. É a única mulher a atingir esse feito. Também foi a primeira a lecionar na Universidade de Sourbonne, na França.

Todo esse reconhecimento é dado ao fato por ter sido ela a descobrir a radioatividade, liderar estudos sobre o tema pelo mundo todo, além de ter desvendado novos elementos químicos.

7. Margaret Heafield

Diretora de programação dos projetos Apollo — missão espacial da NASA (National Aeronautics and Space Administration) que, na década de 60, chocou o mundo ao levar o homem até a lua —, a norte-americana Margaret Heafield se formou matemática e iniciou a carreira como programadora do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

É uma cientista vencedora de prêmios, reconhecida e respeitada, tendo sido autora de mais de 100 artigos, contribuído com a evolução dos sistemas de computador e originado o termo engenharia de software.

8. Eliza Leonida Zamfirescu

A romena Eliza se destaca na engenharia e na geologia. Ela foi uma das primeiras a se formar e atuar na área, tendo trabalhado no início do século XX, se tornando, assim, pioneira. Ocupou a posição de chefe de laboratório no Instituto Geológico de Bucareste.

Criou novas metodologias para a análises de minerais e também se envolveu em questões sociais como o trabalho na Cruz Vermelha, na Primeira Guerra Mundial, e na luta pelo desarmamento no Comitê do Desarmamento de Lancaster House em Londres.

A importância da diversidade de gêneros e o futuro que sonhamos

Chega a ser assustador como ouvimos falar tão pouco de pessoas tão necessárias e fundamentais ao progresso da sociedade, não acha?

Por isso, a inteligência, a criatividade, a disruptividade e a coragem inerentes ao processo e ao desenvolvimento das realizações dessas mulheres inovadoras devem ser propagadas, pois mostram a necessidade de dar voz e espaço a todos, para que consigamos construir e desenvolver soluções extraordinárias.

Aliás, é impossível falarmos em inovação sem incluirmos a diversidade. Ela deve ser encarada como uma riqueza e não um problema, e precisa estar presente nas propostas disruptivas e criativas para a nossa sociedade.

Quanto mais diversificadas forem as equipes de inovação nas empresas, por exemplo, maior será o repertório com que essas pessoas poderão trabalhar, o que gera uma possibilidade maior de criar algo que seja realmente disruptivo e que englobe as necessidades e desejos de todos – e não que apenas envolvam uma visão de mundo de uma minoria.

De acordo com uma pesquisa da Harvard Business Review, as empresas que contam com times diversificados têm 45% mais chances de apresentarem um crescimento em relação ao ano anterior e 70% mais probabilidade de terem ganho de mercado.

O motivo? A diversidade étnica, de gênero e social faz com que as pessoas consigam trazer à mesa visões diferentes sobre o mundo e sobre a tarefa ou o problema que têm em mãos para resolver.

Muitas vezes, a visão feminina ajuda a criar soluções completamente diferentes e que também englobam as necessidades das mulheres. Por isso, conhecer melhor quem são essas mulheres inovadoras é essencial – para que possamos nos inspirar nelas e também tornamos nossas empresas mais diversificadas e inclusivas.

A Echos trabalha com esse conceito a partir da abordagem Design Thinking e o propaga por meio de informação periódica e atualizada, ao desenvolver materiais e artigos como este sobre mulheres inovadoras!

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