Por que a cultura organizacional importa e como começar a desenvolvê-la? - Escola Design Thinking

Nos dias comuns durante a semana, acordamos pela manhã com uma das únicas certezas que temos no mínimo 8 horas de trabalho pela frente. O que você sente neste momento? Desânimo? Alegria? Apatia? Seja qual for sua resposta, certamente na sua empresa ou ambiente de trabalho, há pessoas que se encaixam em cada uma destas três opções de sentimento. Mas, e se existisse uma forma de tornar esse dia a dia mais agradável, com colegas mais motivados e um sentimento geral de satisfação e acolhimento? Existe algo com um propósito parecido com este e se chama cultura organizacional. Neste post vamos falar um pouco mais qual o seu valor e como começar a criar uma em sua empresa.

Mas afinal, o que é Cultura Organizacional?

 

A cultura é tudo que faz parte do ambiente que nos rodeia. Uma cultura organizacional são os valores compartilhados, sistemas de crenças, atitudes e o conjunto de suposições que as pessoas em um local de trabalho compartilham. É como se fosse uma espécie de alinhamento de propósitos e objetivos que impactam em ações diárias: no quanto você vê significado no que faz, no quanto se sente parte integrada de um time, na sua relação com as pessoas que convive, no quanto que você aprende e contribui diariamente e por aí vai.

Por que a cultura de trabalho é importante?

 

Você pode até pensar:  “a tudo bem, seria ótimo se todos estivessem motivados e integrados, mas isso dificilmente seria prioridade em uma empresa que afinal, precisa focar em lucros e resultados”. Aí que entra o principal argumento para convencer seu chefe ou você mesmo, caso seja um líder: a  Dr. Pragya Agarwal, uma diretora estratégica e escritora, vem estudando o assunto há um tempo e concluiu que a cultura positiva em uma empresa melhora o trabalho em equipe, aumenta a autoestima do time, a produtividade, a eficiência e a retenção da força de trabalho. Por meio desta cultura cria-se satisfação, colaboração e aprimora-se o desempenho profissional. E, um dos fatores mais importantes levantados pela escritora é: um ambiente de trabalho positivo reduz o estresse dos funcionários.

Não é à toa que as empresas mais inovadoras do momento, como Facebook, Google e Microsoft possuem uma sólida cultura organizacional.

Quando em 2014, Satya Nadella, assumiu como CEO da Microsoft, a empresa passava por uma fase de falta de inovação e queda no mercado. Logo ele identificou um problema na cultura: os funcionários tinham a mentalidade “sabe tudo”, ou seja,  cada um tinha que provar que ele ou ela era a pessoa mais inteligente da sala e isto criou um ambiente hostil . Para ter uma cultura inovadora, ele mudou essa mentalidade para “aprender tudo”, centrada no exercício de um objetivo de crescimento a cada dia.

Três anos depois, não só os funcionários estavam mais felizes e motivados, inovadores e empáticos, como a empresa gerou mais de 250 bilhões de dólares em valor de mercado – mais do que Uber, Airbnb, Netflix, Spotify, Snapchat, e WeWork – juntos.

Por onde começar?

Já entendeu os benefícios de ter uma cultura de trabalho, mas não sabe por onde começar? Veja abaixo algumas dicas:

Estabeleça valores e propósitos da empresa e espalhe bem sua mensagem

 

O primeiro passo é estabelecer um cor de valores organizacionais, comunicá-los bem e discuti-los com os funcionários, para que todos se sintam parte deles. Esses valores tem a ver com o compromisso que as companhias assumem por meio de políticas e ações como “ser mais sustentáveis” ou “causar mudanças sociais positivas”. É fundamental mostrar ações práticas que estão sendo feitas regularmente por esses valores, para que as pessoas da empresa sintam a responsabilidade de colaborar com elas, que sua participação individual importa e assim, sentirem-se orgulhosas dessas missões.

O Greenhouse criou uma ótima ferramenta para estabelecer essas missões e valores. Acesse-a aqui. 

 Promover colaboração e comunicação

 

Para criar um sentimento positivo no trabalho é fundamental um estilo de liderança que promova trabalho em equipe e comunicação transparente.

Uma comunicação aberta e honesta é colocada em prática por meio de ações de avaliações periódicas com feedback adequado para que todos possam se aprimorar, além de reuniões mensais, semanais e diárias para alinhar objetivos, metas e falar de resultados.

Além disso, políticas rígidas sobre intolerância de atitudes discriminatórias e procedimentos de reclamação para o assédio moral no local de trabalho são cruciais para criar um ambiente colaborativo positivo.

Crie momentos de interação

 

Também é importante incentivar e criar oportunidades de interações sociais entre as pessoas que trabalham na empresa, como cafés da manhã, saídas de equipe e encontro com famílias no fim de semana. Outra boa prática é incentivar que os funcionários façam as refeições juntos. Tudo isso dá uma oportunidade para os membros da equipe nutrirem seu relacionamento e se conectarem.

Crie um ambiente de trabalho inclusivo e diverso

 

Um local de trabalho inclusivo é aquele que valoriza as diferenças individuais na força de trabalho e faz com que elas se sintam bem-vindas e aceitas, independentemente de sua orientação sexual, etnia e gênero. Vale apena  incluir sinalização, comunicados e ações que suportem a inclusão.

Estabeleça rituais

 

Nós participamos de rituais em instituições, política e religião o tempo todo. Mas eles não são comumente falados no mundo dos negócios, apesar de serem uma maneira simples de tornar os valores culturais tangíveis.

Os rituais podem ser construídos para os seguintes momentos: quando funcionários novos entram na empresa, celebração de aniversários e datas comemorativas, celebração de conquistas e metas, momentos de integração e construção de time e até rituais de renovação, que servem para capacitar colaboradores, incentivar novos projetos e ideias.

Aqui na Echos existem especialistas que podem ajudar sua empresa a construir uma cultura de trabalho voltada para a inovação. Para saber mais mande e-mail para incompany@echos.cc

Natália de Almeida Figueiredo

Jornalista de formação, produtora de conteúdo na Echos e produtora cultural no Coletivo Nóz. Possui pós graduação de Gestão de Projetos Culturais e especialista em formação em Design Thinking. Apaixonada por música, educação e ativismo social.

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