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Antes de se chamar Iris, nosso projeto que promove a liberdade do feminino e igualdade de gênero se chamava Violência Contra a Mulher. Esta fase envolveu uma profunda pesquisa de empatia sobre o tema com pessoas de todos os gêneros, o que nos trouxe uma série de aprendizados. O primeiro deles é que ao colocar o homem apenas no papel de agressor não conseguíamos engajá-los na causa. E para a transformação acontecer, precisamos de todos envolvidos na questão. Por isso, a mudança de nome foi o primeiro passo para angariá-los como aliados. O segundo foi convidar pessoas de todos os gêneros a fazerem parte do projeto.

Ao mesmo passo que avançávamos no projeto, percebemos que este é um movimento percebido por diferentes correntes quando abordamos o assunto. Tanto que a ONU Mulheres lançou a campanha ElesPorElas (HeForShe), um esforço global para envolver homens e meninos na remoção das barreiras sociais e culturais que impedem as mulheres de atingir seu potencial, e ajudar homens e mulheres a modelarem juntos uma nova sociedade.

Dentre as diversas ações, aqui no país eles lançaram o documentário Precisamos Falar com os Homens, uma parceria com o site Papo de Homem.

O objetivo do documentário é mostrar que a igualdade de gênero é uma questão que afeta a todos e todas e que, portanto, é benéfica a homens e mulheres.

O machismo prejudica pessoas de todos os gêneros

Que as mulheres são as maiores vítimas do machismo é indiscutível: só no Brasil, uma mulher é assassinada a cada 8 minutos. Assim como os LGBTQs, já que somos o país que mais mata pessoas deste grupo no mundo. Mas o fato é: homens também se prejudicam com o machismo e traçar uma luta conjunta contra o tema beneficiará a todos. Veja alguns dados da pesquisa:
Essa foi uma outra conclusão que chegamos com nossa pesquisa. Após concluir que a desconexão com o feminino é a responsável pelo problema e machuca tanto mulheres quanto pessoas de todos os gêneros, o projeto tirou o foco da violência e começou a trabalhar com a liberdade do feminino.
A verdade é que existe uma condenação de tudo o que é ligado ao conceito de feminino, segundo a definição na qual ele é mais conhecido pela sociedade. Alguns exemplos são: quando dizemos “meninos não chora”, quando um homem é julgado por mostrar sua fragilidade ou quando uma mulher é obrigada a se masculinizar ao assumir cargos de liderança para ganhar respeito (ex: usar roupas masculinas, cortar cabelo, engrossar a voz)

Como os homens podem ajudar

Existem muitas maneiras que os homens podem ajudar, como conversar com os amigos sobre o tema e podando o que chamamos de comportamentos tóxicos. Guilherme Nascimento Valadares do Papo de Homem escreveu uma matéria sobre o assunto: Masculinidade tóxica: comportamentos que matam os homens, onde cita alguns exemplos que atrapalham tanto homens e mulheres na sociedade, dentre eles: agressividade excessiva, medo de ser gay, medo de ser fraco, medo de ser feminino, busca por ser percebido como altamente sexual, fechamento emocional (evitar vulnerabilidade), obsessividade com poder e dinheiro (expressadas de modo comum em relações auto-destrutivas com o trabalho).

O principal objetivo é construirmos juntos esse caminho. Na Iris, você pode ajudar participando dos workshops de futuros desejáveis e ajudando a divulgar o projeto! Fique ligado em nossas mídias, no site íris.echos.cc e no insta @irisliberdadedofeminino

Ricardo Ruffo

Ricardo Ruffo is a born entrepreneur, educator, speaker and explorer. As a writer by passion Ricardo daydreams on how the world is changing fast and how it could be.

Ruffo is the founder and global CEO of Echos, an independent innovation lab driven by design and its business units: School of Design Thinking, helping to shape the next generation of innovators in 3 countries, Echos – Innovation Projects and Echos – Ventures. As an entrepreneur, he has impacted more than 35.000 students worldwide and led innovation projects for Google, Abbott, Faber-Castell and many more.

Specialist in innovation and design thinking, with extensions in renowned schools like MIT and Berkeley in the United States. Also expert in Social Innovation at the School of Visual Arts and Design Thinking at HPI – dSchool, in Germany.

Naturally curious, love gets ideas flying off the paper. He always tries to see things from different angles to enact better futures. In his free time, spend exploring uninhabited places around the world surfing.

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