Desde a fundação da Echos em 2011, nós falamos tanto em colocar as pessoas no centro das nossas decisões que você talvez esteja cansado de ouvir os três princípios básicos do Design Thinking. Portanto, não vou falar sobre empatia, colaboração e experimentação. O que eu quero, no entanto, é reforçar um ponto em que eu acredito ferozmente: como líderes de negócios, empresários, gerentes – ou qualquer posição nas quais as pessoas estão aplicando seus esforços -, ao colocar os seres humanos no centro das coisas que você está projetando, estará, sem dúvida, criando um verdadeiro valor para a sociedade.

Devo confessar que, por volta do começo de Echos, falar de design centrado no humano parecia gritar no deserto árido. Hoje em dia, o sentimento que tenho é que as pessoas finalmente entenderam. Ao construir nossa sociedade e viver entre outros seres humanos, fica claro para mim que o design centrado no humano sempre existiu e é o que permitiu nosso progresso como civilização. Recentemente, tenho notado que humanidade é tema de conversa entre muitos campos de negócios, como tecnologia, educação digital e assim por diante. Todo mundo parece estar falando sobre isso. Depois de refletir sobre os tópicos discutidos nas principais conferências e seminários que participei ou ouvi sobre, recentemente, a conclusão foi que o “tópico brilhante” de cada encontro de negócios gira em torno de: “Humano vs Máquina”, “Humanidade vs Tecnologia”, “Digital vs Humano”, etc. Parece que todo mundo está alcançando uma tese defendida pelo historiador israelense Yuval Noah Harari, no qual ele compara seu “Dataísmo” contra o “Humanismo”; em sua teoria, ele afirma que o “concurso de soma zero” existe entre aqueles que existem pelo conhecimento trazido por algoritmos e aqueles que existem por “conhecer a si mesmo”.

A pergunta de um milhão de dólares é o que significa ser humano na era digital? Klaus Schwab, o fundador suíço do World Economic Forum exemplifica seu questionamento com um novo tipo de humanismo: “Tudo se resume a pessoas e valores”, e é por isso que precisamos fazer uso do que ele chama de “narrativa humana” para resolver nossos problemas. Por outro lado, escrever uma narrativa humana na era atual de máquinas inteligentes requer uma definição do que significa ser humano. O real significado de “humanidade” é que não existe nenhuma verdade – ou nenhuma verdade absoluta, pelo menos. Cada geração definiu isso de acordo com suas próprias preocupações e circunstâncias

Eu poderia apontar muitos exemplos sobre nossas atuais preocupações e contexto, local e globalmente, mas os convido a refletir sobre quais são as nossas circunstâncias e quais os resultados desejáveis ​​que você gostaria de alcançar se tivesses a oportunidade de construir uma nova sociedade.

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Ricardo Ruffo

Além de especialista em inovação, Ricardo Ruffo é sócio-fundador de diversas iniciativas. A mais conhecida delas é a Echos, um laboratório de inovação que tem por objetivo formar a nova geração de inovadores e inovações no Brasil por meio dos negócios e da inovação, oferecendo consultoria em projetos dessa magnitude, e processos de aprendizagem e educação. Ricardo também é cofundador e professor na Escola Design Thinking, que tem por objetivo formar a nova geração de inovadores no Brasil por meio da experiência prática. É consultor e palestrante de assuntos ligados a inovação, empreendedorismo, abundância, e inovação social.

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