O Dia Internacional da Mulher deste ano foi marcado por muita ação e reflexão. Aproveitamos a data para lançar o IRIS, nosso projeto que fomenta a construção do futuro desejável no Brasil a partir da igualdade de gênero e da liberdade do feminino. E para somar no projeto, estivemos presente no Fórum Fale em Medo, do Instituto Avon, cujo tema foi “A voz das redes: o que elas podem fazer pelo enfrentamento das violências contra as mulheres”.

Estiveram presentes pesquisadores, ativistas, representantes da sociedade civil e do poder público, além de formadores de opinião. Os debatedores discutiram sobre como o ambiente digital tem ajudado a enfrentar a violência contra as mulheres por meio da criação de ambientes seguros de acolhimento e cuidado, ao mesmo tempo em que, tem sido responsável por perpetuar muitas das violências sofridas por elas.

O evento começou com a apresentação das irmãs Carol e Vitória Marcilio. As Youtubers ficaram conhecidas por criarem covers com letras em resposta a músicas com teores machistas e misóginos.

Nadine Gasman, da ONU Mulheres também esteve presente apresentando a nova campanha da organização, a He for She, que também promove a igualdade de gênero. Ela contará com uma série de ações nas áreas de política, educação, saúde e trabalho.

Logo depois, foi hora da apresentação da pesquisa do Instituto AVON “A Voz das Redes: o que elas podem fazer pelo enfrentamento da violência contra as mulheres”. A pesquisa revelou dados surpreendentes sobre o debate de assédio, violência e suporte à mulher na internet. Confira abaixo:

Entre 2015 e 2017

  •  Mensões sobre assédio cresceram 324%
  •  Assédio virtual cresceu 26.000%
  •  Grupos de suporte e apoio na rede cresceram 176%
  •  As ativistas cresceram 500%
  •  60% dos homens que entram no debate é para desqualificar a mulher e 10 % para apoiar

A primeira mesa de debates contou com a participação de Manoela Miklos, do blog Agora que São Elas (Folha de São Paulo), Nadine Gusman, da ONU Mulheres, Renato Dolci (Folks Netnografia), Fernanda Cerávolo (Google). Os participantes debateram sobre os resultados da pesquisa.

Manoela contou do espaço dado em seu blog para a figurinista Su Tonani denunciar o assédio do ator global José Mayer. E lembrou que apesar da importância de dar voz e espaço para as vítimas, existe o “dia seguinte da denúncia”, quando ela sofrerá uma série de ataques e julgamentos.

Neste momento, enviamos a pergunta-tema de nosso projeto IRIS: Como seria o futuro desejável do Brasil em relação à igualdade de gênero e liberdade do feminino? A resposta de Nadine Gusman, da ONU Mulheres você confere no vídeo que gravamos abaixo:

Luiza Brunet também esteve presenta para testemunhar a violência que sofreu e como se levantou após a situação. “É claro que com essa visibilidade também tem uma parte que não é boa, que me desqualificou, que me colocou contra a parede. Mas foi bom colocar esse tema em pauta, porque cada vez mais as pessoas vão conhecendo o assunto e podem ter uma opinião mais formada sobre isso”, disse Luiza.

A última mesa de debate teve o tema “Como projetar diálogos construtivos” e contou com a presença do mediador de conflitos Adam Kahane, a promotora do Ministério público Gabriela Manssur, a Youtuber Nátaly Neri do canal Afros & Afins e a socióloga especialista em infância Karina Fasson. Nátaly contou como conseguiu atingir um grande público discutindo política e feminismo em seu canal, ao mesmo tempo que atraiu haters, criminosos e assediadores. Gabriela Manssur concluiu com um dado importante: promover o empoderamento feminino sem trabalhar este aspecto com os homens, causa ainda mais violência.

E você, gostaria de se engajar mais na causa? Saiba mais sobre nosso projeto IRIS, existem muitas formas de participar! www.iris.echos.cc

 

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