A fim de gerar soluções inovadoras para os desafios que encontramos nos negócios, buscamos sempre técnicas criativas de geração de ideias que envolvam nossa capacidade de inventar e repensar alternativas.

Entre as técnicas mais conhecidas estão o brainstorming, o mindmap e o brainwritting. Mas além dessas, a Descola trouxe alguns métodos mais completos podem facilitar ainda mais o processo criativo. Um deles é a ferramenta SCAMPER.

A técnica SCAMPER foi criada no século XX por Bob Eberle e tem como objetivo principal guiar grupos de pessoas para um resultado satisfatório de resolução de problemas. O legal do SCAMPER é que mesmo que nenhum dos participantes seja um poço de criatividade, o método auxilia passo a passo para alcançar não somente respostas novas e eficientes, bem como versões diferentes de produtos já existentes.

Esse método estimula o pensamento criativo sob 7 visões diferentes, do acrônimo:

S – Substituir: dentre os materiais que você utiliza no processo de criação do seu produto/serviço, o que pode ser substituído? Pelo que? O processo de substituição de algum material, disposição física, regra, processo, nome ou qualquer coisa que categorize uma nova versão (ou até mesmo um novo artigo) é válido aqui.
C – Combinar: quais conceitos poderiam ser combinados a fim de gerar uma nova solução de mercado? Quais benefícios poderiam se unir em um só produto/serviço para atender às demandas dos clientes? Experimente, cruze ideias existentes para criar algo novo.
A – Adaptar: por que não aproveitar alguma ideia já aplicada em algum ramo do seu negócio e adaptá-la para outras áreas? Adaptar é como uma reciclagem de soluções funcionais, fazendo-as trabalharem por outra perspectiva. O que dá para “emprestar” de um produto para outro? Aproveite todo o conhecimento disponível!
M – Modificar, maximizar, minimizar: através da modificação, é possível obter inúmeras possibilidades de novas versões para o seu produto. Pense naquelas salgadinhos que vendem no mercado: cada vez mais vemos novos sabores de um mesmo produto. Modificando uma característica, por mais simples que seja, facilita muito na hora de lançar novas alternativas baseadas nas existentes.
P – Propor novos usos: de que outra maneira seu produto pode ser utilizado de forma satisfatória? Dá pra levar pra outros mercados com outra abordagem? Esse é um dos pontos chave dos negócios inovadores. Pensar outros usos pode fazer com que você reinvente completamente a sua oferta de valor e alcance um público maior.
E – Eliminar: eliminar alguma característica também é uma maneira de criar um novo produto. Simplificar o processo pode facilitar o seu negócio e ainda gerar uma solução que se aplique às necessidades de outras pessoas. Reduzir seu produto/serviço às suas funcionalidades básicas pode diminuir o custo de produção e alcançar diferentes poderes aquisitivos.
R – Reorganizar: inverter a sequência dos processos de criação pode gerar algo novo para sua empresa. Existe alguma outra ordem para melhorar o produto? Ou para criar um novo? Invente e explore.

O SCAMPER é bem simples e apresenta resultados bastante palpáveis, dado que ao seguir o norte de cada fase da técnica, é possível para um pequeno grupo gerar infinitas possibilidades de inovação.

Para entender melhor, assista a esse vídeo rápido e completo que exemplifica todos os ângulos do SCAMPER:

E caso queira começar a utilizar essa ferramenta, a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, juntamente com professor do Insper Marcelo Nakagawa, disponibilizou um arquivo com explicações, exemplos e uma folha de rascunho para você exercitar o SCAMPER. Faça o download.

admin_sdt

É empreendedora e educadora. Ela é cofundadora da ECHOS e suas unidades de negócios: Design Echos e Escola Design Thinking.

Ao longo dos últimos anos, Juliana tem trabalhado para desenvolver um ecossistema de inovação no Brasil. Atua como líder em projetos de inovação nas áreas de saúde, construção, internet das coisas e outros. Como educadora, dissemina o conceito de inovação para o bem.

Em 2014 palestrou no Global Innovation Summit, em San José, Califórnia e, em 2015 foi jurada do primeiro prêmio William Drentel de design para impacto social e foi convidada a palestrar no TEDx Mauá.