Muitas vezes, a dificuldade de comunicação faz com que a análise de uma situação (numa reunião, por exemplo) se torne algo exaustivo e desorganizado. Normalmente as pessoas encontram problemas para chegar num consenso, dado que suas opiniões podem ser divergentes e confrontar umas às outras.

O médico inglês Edward de Bono dedicou sua vida a estudar os processos do pensamento e chegou a um método para facilitar na comunicação de diferentes problemas e ideias. São os seis chapéus do pensamento (Six Thinking Hats®). A técnica funciona da seguinte maneira: o problema é dividido em seus diferentes aspectos (chapéus). Em cada momento, o grupo “veste” o chapéu escolhido pelo facilitador e direciona o pensamento de acordo com o ponto de vista determinado pela cor do chapéu.

É bem simples, mas antes de explicar mais sobre a parte prática, vamos entender qual estilo de pensamento cada chapéu representa.

Chapéu branco

hat-35004_1280-copy-5Representa os dados, figuras e números concretos. É o chapéu dos fatos, que faz com que todos tenham uma visão geral do problema. Direcionado para as informações, sejam elas as disponíveis ou as que são necessárias.

Chapéu vermelho

hat-35004_1280-copy-6É o chapéu do palpite, dos sentimentos e da intuição. Aqui são colocadas as percepções pessoais e emocionais de cada um, não sendo necessárias justificativas. Pode ser usado antes e depois de uma decisão, mas por um curto espaço de tempo, para que não atrapalhe a visão racional.

Chapéu verde

hat-35004_1280-copy-4Esse chapéu está relacionado à criatividade e a geração de novas ideias. Aqui acontecem processos como brainstorming, a fim de gerar soluções alternativas e apresentar possibilidades. É interessante que todos apresentem suas ideais para o problema, mesmo que sejam “absurdas” e fujam da realidade. Esse chapéu não serve para apresentar pontos positivos e/ou negativos, mas sim para instigar as pessoas a pensarem à sua maneira.

Chapéu amarelo

hat-35004_1280-copyEnquanto o chapéu verde serve para as ideias, os chapéus amarelo e preto servem para as críticas. No caso do chapéu amarelo, os participantes usam para apresentar os benefícios e pontos positivos em geral. Além disso, o chapéu amarelo também serve para motivar as pessoas a enxergarem a mudança e fazer com que elas sigam em frente mesmo quando o problema parece insolúvel.

Chapéu preto

hat-35004_1280-copy-3O chapéu preto é o contrário: representa a parte negativa da ideia. Está relacionado ao julgamento, à visão crítica apurada e à identificação de riscos. Aqui é preciso pensar sempre no pior cenário, no que pode dar errado e no porquê de não funcionar. Essa etapa do processo é de extrema importância, pois faz com que os planos se fortaleçam e se tornem mais funcionais.

Chapéu azul

hat-35004_1280-copy-2Esse chapéu é usado durante todo o processo pelo facilitador, pois representa a orientação, o planejamento e a visão geral. Não tem foco no tema, mas sim em como ele é discutido, mantendo a direção certa do grupo. É também com esse chapéu que são feitos os resumos das questões levantadas e de suas soluções, bem como a conclusão do processo.

A sequência dos chapéus é dada pelo facilitador, de acordo com sua necessidade, podendo repetir quantas vezes for preciso até chegar numa conclusão plausível.

Geralmente, inicia-se com o chapéu branco, para que todos pensem nas informações objetivas que se tem acerca do tema, a fim de obter uma visão comum. Em seguida, pode ser escolhido, por exemplo, o chapéu vermelho, para que as pessoas tenham espaço para expressar suas opiniões pessoais sobre o caso. O chapéu verde pode vir logo após, para que todos os participantes pensem juntamente em soluções criativas de resolução do problema em questão. Depois desses passos, é necessário expor os pontos positivos (chapéu amarelo) e também os negativos (chapéu preto), pesando os benefícios contra as fragilidades e riscos das soluções propostas pelo grupo.

Se, após esses passos, o grupo chegou a um consenso e soluções de qualidade, o processo pode terminar. Caso contrário, o facilitador escolhe os chapéus que achar necessário para completar as questões trazidas pelo tema. Por exemplo, o chapéu verde pode voltar a ser usado após o chapéu preto, para sanar as dificuldades dos pontos frágeis do problema. Usar o chapéu vermelho para finalizar é uma ótima maneira de fazer com que as pessoas expressem suas emoções sobre a resolução final.

Caso você tenha gostado desse método, o Edward de Bono escreveu um livro para falar detalhadamente do processo. Você pode comprá-lo aqui.

O nosso curso de Ideação também pode ajudar nessas reuniões. As aulas ministradas pelo neurocientista Thiago Gringon facilitam no processo criativo em grupo e ensinam a você como conduzir boas ideias de pessoas diferentes, guiando-as na direção certa para que se sintam confortáveis umas com as outras e catalisem um ambiente criativo. Saiba mais.

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Ricardo Ruffo

Ricardo Ruffo is a born entrepreneur, educator, speaker and explorer. As a writer by passion Ricardo daydreams on how the world is changing fast and how it could be.

Ruffo is the founder and global CEO of Echos, an independent innovation lab driven by design and its business units: School of Design Thinking, helping to shape the next generation of innovators in 3 countries, Echos – Innovation Projects and Echos – Ventures. As an entrepreneur, he has impacted more than 35.000 students worldwide and led innovation projects for Google, Abbott, Faber-Castell and many more.

Specialist in innovation and design thinking, with extensions in renowned schools like MIT and Berkeley in the United States. Also expert in Social Innovation at the School of Visual Arts and Design Thinking at HPI – dSchool, in Germany.

Naturally curious, love gets ideas flying off the paper. He always tries to see things from different angles to enact better futures. In his free time, spend exploring uninhabited places around the world surfing.

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