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Como responsável pela última edição do FutureFest, escrevi uma série de posts sobre como podemos pensar sobre o futuro. Falei sobre temas como a possibilidade do futurismo de massa; os limites da prosa como forma de entender o futuro; e as vantagens de encorajar certas previsões.

Queremos que as pessoas pensem bastante e seriamente sobre o futuro para que possam agir de maneira efetiva no presente. Malcom X não foi a única pessoa a alertar que o futuro é para aqueles se preparam para ele hoje. No entanto, qualquer pessoa, qualquer organização pode se preparar entendendo, antevendo, sentindo e explorando o que vem por aí (essa é uma das razões pela qual sediamos o FutureFest).

Gostaria de enfatizar que um aspecto intrigante sobre o ato de pensar sobre o futuro: o papel do invisível. Muito sobre o futuro é tangível, sobre coisas e objetos; cidades repletas de carros sem motoristas; implantes de memória ou sensores; nanorobôs espalhados pelos nossos corpos; robôs que irão interagir sexualmente com humanos; novas armas.

Mudanças materiais dominam como pensamos sobre o futuro. Aliás, pensar em termos materiais pode ser bastante útil. Alguns de vocês se lembrarão dos 100 objetos do futuro que mostramos na primeira FutureFest. Objetos que mudaram a forma com que as pessoas se locomovem, gerenciam a energia, transmitem informação, enfim objetos que influenciaram diversos aspectos das nossas vidas.

No entanto, provavelmente no longo prazo serão as mudanças imateriais e de invisíveis que nos afetarão mais profundamente. Elas acontecem nos nossos corações e cabeças, tornando-se tão parte do senso comum que mal notamos. Precisamos dar um passo para trás e apreciar o quanto distante uma realidade se tornou passado por causa delas. Essas são mudanças na forma como as pessoas se relacionam; se ouvem; ou demonstram respeito para com o outro. Essas são as mudanças pelas qual temos esperança ou sonhos; aquelas que realmente desejamos.

Elas são as mais difíceis de serem notadas exatamente porque são intangíveis. Porém, a futurologia do invisível pode ser a mais interessante de todas e os pioneiros, aqueles que, a partir ideias, mudam nossas vidas de maneira intangível, possuem tanta influencia quanto engenheiros o tecnólogos que provêm os hardwares visíveis.

Nietzsche uma vez escreveu que o futuro influencia o presente tanto quanto passado. Se prestarmos atenção cuidadosamente, podemos sentir voltando o eco das coisas que ainda irão acontecer e podemos deliberadamente aprender como ampliar esses ecos.

Sendo isso verdade, quais são as transformações invisíveis que poderão acontecem nas próximas décadas que já podemos, ainda que vagamente, ouvir ecoar? Quão diferente de nós irão pensar e sentir as crianças nascidas hoje?

A consciência realmente muda, evolui e, em alguns casos, acontece de forma bastante previsível. A questão que gostaria de deixar é: como podemos distinguir nos nossos pensamentos sobre o futuro que sejam de fato mais acurados das meras divagações ou desejos?

Essa é uma resposta que adoraria saber.


*Texto publicado originalmente em Nesta, de autoria de Geoff Mulgan, Chefe Executivo da Nesta desde 2011.

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